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PRÉVIA DO IPCA INDICA INFLAÇÃO DE 5,31% EM 12 MESES
Informa o IBGE: a prévia de apuração do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 indica variação de 0,48% em setembro, acumulando 3,81% desde janeiro e 5,31% em 12 meses. Em agosto, o IPCA-15 fora de 0,39%, acumulando 5,37% em 12 meses.

Alimentos à frente
Os preços dos alimentos subiram 1,08% e responderam por cerca da metade do índice do mês, por conta de aumento em vários produtos, destacando-se as carnes ( de -0,76% para 1,79%). Tambpem encareceram a carne de frango (3,46%), a batata-inglesa (15,62%), a cebola (9,00%), os ovos (5,09%), o tomate (4,52%), o arroz (3,97%), e o pão francês (2,30%).

Mais custos em casa
As despesas com habitação também mostraram aceleração de agosto para setembro, passando de 0,28% para 0,43%. Isto se deve à queda menos acentuada da energia elétrica (de -0,46% em agosto para -0,05% em setembro) aliada ao crescimento de preços de itens importantes no orçamento das famílias como aluguel residencial (de 0,43% para 0,61%), condomínio (1,06% para 1,19%), taxa de água e esgoto (de 0,65% para 0,78%) e gás de botijão (de -0,15% para 0,30%).

Mais custos gerais
Vestuário (de 0,18% para 0,47%), transportes (de 0 para 0,09%) e comunicação (de -0,03% para 0,01%) foram outros grupos de produtos e serviços pesquisados a apresentarem aceleração de um mês para o outro.

Menor pressão 1
Diz o IBGE que, de 9 grupos de produtos e serviços pesquisados, 4 tiveram variações menos acentuadas em setembro. É o caso do grupo das despesas pessoais (de 0,68% em agosto para 0,57% em setembro), cuja desaceleração foi influenciada pelo item recreação, que foi para 0,07% enquanto havia se apresentado com 0,48% em agosto.

Menor pressão 2
Em saúde e cuidados pessoais (de 0,52% em agosto para 0,37% em setembro), o recuo foi provocado pelos remédios, que tiveram variação de 0,31% em setembro, enquanto haviam aumentado 0,52% em agosto, assim como os artigos de higiene pessoal, que foram dos 0,55% de agosto para 0,07% em setembro.

Menor pressão 3
Os grupos artigos de residência (de 0,23% em agosto para 0,19% em setembro) e educação (de 0,54% para 0,11%) também mostraram desaceleração de um mês para o outro. Na média, os produtos não alimentícios registraram variação de 0,30%, próxima ao resultado do mês anterior, que foi de 0,28%.

Maior & menor
O maior IPCA-15 foi registrando em Belém (0,87%), em virtude dos ônibus urbanos (5,77%), cujas tarifas foram reajustadas em 10,00% a partir de 1º de agosto, além da energia elétrica (5,24%), cujas contas aumentaram 6,83% a partir de 7 de agosto. O menor índice foi o de Goiânia (0,24%).

Metodologia
Para o cálculo do IPCA-15 os preços foram coletados no período de 14 de agosto a 12 de setembro de 2012 (referência) e comparados com aqueles vigentes de 14 de julho a 13 de agosto de 2012 (base). O indicador refere-se às famílias com rendimento de 1 a 40 salários mínimos e abrange as regiões metropolitanas do Rio de Julho, Porto Alegre, Belo Horizonte, Recife, São Paulo, Belém, Fortaleza, Salvador e Curitiba, além de Brasília e Goiânia. A metodologia utilizada é a mesma do IPCA, a diferença está no período de coleta dos preços. O IPCA-E é o IPCA-15 acumulado em períodos.






19 setembro 2012


JAPÃO TAMBÉM ADERE AO AFROUXAMENTO
O Banco do Japão decidiu ampliar de 70 trilhões para 80 trilhões de ienes seu programa de compras de bônus, estendido até o final de 2013. Também manteve a taxa de juros de referência entre 0 e 0,1%. Com isso, segue a linha de afrouxamento monetário anunciadas pelo Federal Reserve e pelo Banco Central Europeu. Serão comprados títulos do governo, notas de curto prazo, títulos corporativos, commercial papers, papéis cambiais e do setor imobiliário. O BC japonês também removerá o rendimento mínimo de 0,1% exigido pelo comprador nas aquisições de títulos públicos e corporativos.

Explicação
"Essas medidas de afrouxamento monetário tornarão as condições financeiras de empresas e das famílias mais cômodas, encorajando um declínio adicional das taxas de juros de longo prazo do mercado e uma redução dos prêmios de risco", avaliou o BC em comunicado divulgado nesta quarta-feira. Leia também MANTEGA CONTRA BERNANKE, DO FED e FEDERAL RESERVE ANIMA MERCADOS.

Acima do PIB
O faturamento do setor eletroeletrônico no primeiro semestre do ano encerrou com crescimento de 4% sobre o mesmo período do ano anterior, muito abaixo da alta observada em anos anteriores: 11% de 2010 a 2011 e 18% de 2009 a 2010, informa a Abinee.

Exportar é difícil
De janeiro a julho, as exportações somaram US$ 3,7 bi, praticamente estáveis em relação ao mesmo intervalo em 2011. Cresceram as exportações de automação industrial, de componentes elétricos e eletrônicos e de equipamentos industriais. As demais tiveram queda.

Hermana
Não fossem as medidas restritivas adotadas pela Argentina contra as importações de produtos brasileiros, as vendas internacionais do setor eletroeletrônico teriam apresentado resultados melhores, diz a Abinee. Sem contabilizar as exportações para aquele país, as exportações do setor cresceram 9,5% no primeiro semestre comparado com igual período de 2011.

Importar é mais fácil
No primeiro semestre, foram importados US$ 19,9 bi, com crescimento de 2% sobre o mesmo período de 2011. Na área de automação industrial, alta de 9%, na de componentes, de 6%, de 6% em informática, de 5% em material elétrico de instalação. Manteve-se inalterada a de equipamentos industriais e caíram 21% as de equipamentos para geração, transmissão e distribuição de energia, 14% as de telecomunicações e 2% as de utilidades domésticas.

Déficit maior
Com os resultados das exportações e importações de janeiro a julho, o saldo comercial de produtos elétricos e eletrônicos no período foi negativo em US$ 16,2 bi, com crescimento de 3% na comparação com o déficit do mesmo período de 2011 (US$ 15,7 bi).

Emprego maior
Ao final de junho, o setor eletroeletrônico empregava 182,1 mil funcionários, 1,770 mil a mais que em dezembro de 2011, ou seja, ocorreu crescimento de 0,98% no primeiro semestre do ano.

2012
Para todo este ano, o setor projeta faturar 5% mais que no anterior, chegando a R$ 145,6 bi, conforme informações coletadas pela Abinee em sondagem recente. O número mostra significativo ajuste em relação às projeções anteriores: no final de 2011, a previsão era de aumento de 14%. Em abril, o número caiu a 10% e agora a 5%, evidenciando o nível de frustração dos negócios em relação às expectativas dos empresários. Para conseguir os 5% estimados, o setor deve aumentar em 6% o faturamento neste segundo semestre sobre o de 2011.

Export/import
As exportações devem fechar o ano em US$ 8,2 bi, no mesmo nível de 2011, mas as importações devem crescer 9%, chegando aos US$ 44,5 bi. Assim, espera-se déficit comercial da indústria eletroeletrônica de US$ 36,3 bi.






18 setembro 2012


ISENÇÃO TOTAL, NÃO SÓ FEDERAL
Decreto da presidente Dilma Rousseff veta artigo da lei 12.715 (ex-MP 563), que zerava a tributação (PIS/Pasep, Cofins e IPI)sobre alimentos da cesta básica, e cria grupo de trabalho para propor desoneração efetiva sobre esses produtos. Ou seja, de impostos federais e estaduais. O prazo vai até o final deste ano. De quebra, pode-se compor uma nova cesta básica, segundo o decreto.

Inovação e mais
Outro decreto de Dilma sanciona a lei para criação de incentivos à inovação tecnológica e de adensamento da cadeia produtiva de veículos e de criação de programas de apoio à instalação de redes de banda larga. Também foi restabelecido o projeto de inclusão digital em escolas da rede pública. Isso tudo faz parte do Plano Brasil Maior, anunciado pelo governo começo do ano.

Ex-carroças
Outro programa sancionado é o Inovar-Auto, cujo objetivo é "apoiar o desenvolvimento tecnológico, a eficiência energética e a qualidade dos automóveis, caminhões, ônibus e autopeças". O Inovar-Auto vai valer até 2017 e dará crédito de recolhimento do IPI com base nos recursos gastos em cada mês com pesquisa e desenvolvimento em áreas como ferramentaria, insumos, capacitação de fornecedores e engenharia industrial básica.

Importados
O benefício será estendido às empresas importadoras de veículos que possuam planos para instalação de fábricas no país.

Banda Larga
Também pela lei 12.715, cria-se regime especial de tributação do Programa Nacional de Banda Larga para implantação, ampliação e modernização de redes de telecomunicações para as conexões de Internet em banda larga e também suspende cobrança de tributos como IPI, PIS/Pasep, Cofins sobre computadores e software para uso educacional.

Exportadoras
Dispositivos sancionados nesta terça ampliam a abrangência de incentivos tributários a empresas exportadoras: cai de 70% para 50% o limite da receita bruta decorrente de vendas para o exterior.

Inadimplência estável
De uma centena de contratos para financiar a compra de carro 0 km por pessoa física, seis fecharam julho inadimplentes, informa a Associação Nacional das Empresas Financeiras das Montadoras, a entidade dos bancos das montadoras. No primeiro semestre, o índice esteve em alta e tinha acusado leve baixa em junho. Em julho, manteve-se estável em 6% e essa estabilidade já era esperada pela entidade, que a considera o primeiro passo rumo à queda nos próximos meses.

Caindo na real
Para a Anef, as financiadoras tomaram medidas para isso, aumentando os valores de entrada e/ou reduzindo o prazo de pagamento. Ou seja, apertaram o crédito, antes oferecido bem mais generosamente.

Números 1
O saldo total das carteiras de financiamentos de veículos (CDC e Leasing) fechou julho em R$ 203,4 bi, valor 0,3% superior ao de junho e 3,8% maior que o de um ano antes. Em julho, os contratos de CDC somaram R$ 8,380 milhões (1,6% menos que em junho e 0,6% menos que um ano antes).

Números 2
O saldo de crédito para aquisição de veículos por pessoas físicas manteve-se correspondendo a 4,7% do PIB (um ano antes, 4,9%), ou a 9,3% do total do crédito do sistema financeiro nacional e 29,4% do total do crédito destinado às pessoas físicas no Brasil.

Juros & prazo
A taxa média de juros cobrados pelos bancos das montadoras foi de 1,30% ao mês ou 16,77 ao ano, como em junho. A taxa média de mercado em julho foi de 1,60% ao mês e 20,95% ao ano (mais que em junho, 1,58% e 20,66%, na mesma ordem). O prazo para pagamento foi de 60 meses, no máximo, com média de 40 meses. Um ano antes, a média era maior (43 meses).

Só pra comparar
Informa o Banco da Espanha: em julho, os empréstimos inadimplentes no país subiram para o equivalente a US$ 222,1 bi, ou 9,9% do crédito total em circulação.

Export/Import
Informa o Ministério do Desenvolvimento: nos 179 dias úteis desde janeiro até a segunda semana de setembro, o Brasil exportou US$ 170,663 bi e importou US$ 155,819 bi. Sobre o mesmo período de 2011, as exportações decresceram 4,4% e as importações, 0,5% (calculadas pelas médias diárias).

Saldo & corrente
No ano, o saldo positivo da balança comercial chega a US$ 14,844 bi, com recuo de 32,3% sobre o do mesmo intervalo no ano passado. A corrente de comércio totaliza US$ 326,482 bi, com recuo de 2,6% nas mesmas bases de comparação.






17 setembro 2012


E O CENÁRIO QUASE NÃO MUDA
O cenário é o mesmo: mais inflação, menos PIB. No boletim Focus divulgado pelo Banco Central nesta segunda, 17, analistas de uma centena de instituições financeiras voltaram a elevar a estimativa de inflação (IPCA de 5,24% para 5,26%, a décima alta seguida) do ano, e a rebaixar a de crescimento da economia (de 1,62% para 1,57%, o sétimo recuo consecutivo) neste ano. Os preços administrados terão o reajuste sinalizado (3,50%) já há dois meses.

Melhor no ano que vem
Para 2013, foram mantidos os 4% de avanço no PIB (pela sexta semana) e voltou ao patamar de um mês antes a projeção para o IPCA (de 5,54% para 5,50%). Para os preços administrados, a previsão de reajuste caiu de 4,30% para 4,20%. As medidas sobre redução do custo de energia podem ter influído nessa baixa de estimativas para 2013.

Piora
A previsão sobre a produção industrial continua negativa e piorando este ano (queda de -1,89% para -1,92%) e com aumento levemente menor no próximo (de 4,50% para 4,25%). Um mês antes, o Focus previa recuo de 1,2% e avanço de 4,4% para 2012 e 2013, na mesma ordem.

Setembro & outubro
Este mês, o IPCA fechará em alta de 0,45% (0,44% há uma semana e 0,40% há um mês) e, em outubro, em 0,48% (como na semana anterior, e acima do 0,47% de um mês antes).

Mais inflação
Para 2012, o Focus indica inflação de 8,51% segundo o IGP-DI e de 8,36% pelo IGP-M, acima das previsões da semana anterior (8,44% e 8,21%, pela ordem). Para o final de 2013, também se prevê aumento de 5,00% para 5,11% no IGP-DI e de 5,00% para 5,24% no IGP-M.

Selic na mesma
Sem alteração o quadro da Selic no fechamento deste ano (7,25%) e no próximo (8,25%). A Selic atual é de 7,50% ao ano. A estimativa para 2102 não muda há quase dois meses. Na média, este ano a taxa será de 8,47% e de 7,58% no próximo (antes, 7,63%).

Dívidas& déficit
Aumentou a previsão sobre o peso da dívida líquida do setor público no PIB (de 35,37% para 35,50%) este ano e se manteve a do ano seguinte (34%). Também cresceu a projeção do déficit em conta corrente este ano (de US$ 59,200 bi para US$ 59,220 bi), mas a de 2013 segue em US$ 70 bi.

De fora 1
Sem alteração também o quadro montado pelo Focus para o saldo comercial do ano (US$ 18 bi) e para o ingresso de capital externo (US$ 55 bi). Para 2013, o saldo deve ficar menor (de US$ 14,570 bi para US$ 14,400 bi), permanecendo a mesma estimativa sobre investimentos de fora (US$ 58 bi).

De fora 2
Informa o Minsitério do Desenvolvimento: na segunda semana do mês, a balança comercial brasiliera teve saldo positivo de US$ 646 milhões (exportações de US$ 5,620 bi e importações de US$ 4,974 bi); no mês, de US$ 1,674 bi, e, desde janeiro, de US$ 14,844 bi.









BANCO CENTRAL DESCONGELA PARTE DO COMPULSÓRIO
O Banco Central fechou a semana zerando a alíquota adicional de 6% para recolhimento compulsório sobre depósitos à vista, criada em 2002. E reduziu de 12% para 11%, o compulsório adicional sobre depósitos a prazo. As medidas terão efeito a partir de 29 de outubro.

Mais R$ 30 bi
Com isso, devem ser liberados R$ 30 bi para os bancos, nos próximos meses, informa o BC em nota à imprensa. As alterações incluem formas opcionais de cumprir o compulsório. O estoque de compulsórios atualmente recolhido pelos bancos ao BC, por intermédio das contas de reservas bancárias, é de aproximadamente R$ 380 bilhões.

Novidades 1
As instituições financeiras poderão cumprir até metade do compulsório adicional sobre recursos a prazo adquirindo Letras Financeiras emitidas - espécie de debêntures para bancos conseguirem levantar recursos de longo prazo - e/ou carteiras de crédito originadas por outros bancos.

Novidades 2
Segundo o BC, o conjunto de medidas "contribuirá para alongar o perfil de captação do sistema e melhorar a distribuição da liquidez no mercado interbancário". Ainda segundo a nota, a decisão tomada hoje pela diretoria simplifica a estrutura de recolhimentos compulsórios, ao eliminar o adicional sobre depósitos à vista, reduzir os custos da intermediação financeira e fornecer melhores condições para o setor operar de maneira mais eficiente. Não foram anunciadas reduções das alíquotas normais que já existiam antes de 2002.

Boa semana
Com alta de 0,24% nesta sexta, 14, a Bolsa de Valores de São Paulo encerrou sua melhor semana do ano, com o Ibovespa em 62.105 pontos. Foi a sétima alta seguida, com ganho de 10,44%, a maior sequência de avanços desde janeiro (quando houve oito pregões encadeados com aumento). De segunda a sexta, o avanço foi de 6,49%. No mês, de 8,84%. No ano, de 9,43%.

Volume recorde
O volume financeiro deste pregão foi de R$ 12,561 bi, recorde para um pregão sem vencimento de opções ou outros eventos extraordinários. Na véspera, a mesma coisa, com R$ 11,827 bi.

Número recorde
A Bovespa também bateu seu terceiro recorde seguido de negócios, com 1,496 milhão de transações. Na véspera, 1,315 milhão e na quarta-feira, e 1,202 milhão.



13 setembro 2012


VAREJO SEGUE EM ALTA
Informa o IBGE: em julho, o comércio varejista cresceu 1,4% em volume e 1,7% na receita nominal, sobre junho. Foi o segundo aumento mensal em volume de vendas; para a receita, a quinta alta seguida.

Mais
Na comparação com julho 2011, o aumento foi de 7,1% em volume e, em receita, de 10,3%. No acumulado desde janeiro, altas de 8,8% e 11,8%. Em 12 meses, de 7,5% e 11,3%, sempre na mesma ordem.

E menos
Mas alguns sinais mudam se, nessa conta, for incluído o varejo de veículos, motos, partes e peças e o de material de construção, o chamado comércio ampliado: na comparação mensal, o volume teve retração de 1,5% e a receita nominal, de 1,0%. Comparados os meses de julho 2011 e 2012, as variações voltam a ser positivas, 10,2% e 10,4%. No acumulado do ano, 7,5% e 8,8%. E em 12 meses, 5,9% e 7,9%, respectivamente.

Varejo ampliado
A venda de veículos, motos, partes e peças aumentou 16,4% sobre a de um ano antes. Desde janeiro, a alta é de 5,0% e, em 12 meses, de 2,9%. A de material de construção avançou 5,5% na relação com a de um ano antes, 8,7% de janeiro a julho e 7,6% nos últimos 12 meses. A redução do IPI explica esses desempenhos.

Importados 1
Em agosto, informa a Abeiva, entidade dos importadores de veículos sem fábrica no Brasil, a venda de importados caiu 41,4% em relação às de agosto do ano passado. Foram emplacados 11,970 mil carros em agosto, ou 11,5% mais que em julho.

Importados 2
De janeiro a agosto, os importados pelos associados da Abeiva somam 93,680 mil, 27,5% menos na comparação anual. Estas empresas atenderam 3,9% do mercado de carros, neste ano. Em 2011, sua fatia era maior, de 5,8% do total. Contando as importações das empresas filiadas à Anfavea (montadoras aqui instaladas), a fatia dos importados caiu de 23,6% em todo 2011 para 21,7% de janeiro a agosto deste ano.






12 setembro 2012


MAIS CIMENTO
Dados preliminares da indústria e estimativas de mercado indicam que as vendas de cimento para o mercado interno brasileiro em agosto de 2012 atingiram 6,3 milhões de toneladas, com crescimento de 7,3% em relação a igual mês do ano anterior. A informação é do Sindicato Nacional da Indústria do Cimento. Na comparação por dia útil as vendas de agosto apresentaram expansão de 4,2% sobre as de julho.

Ouro verde
Quase 7% do total das exportações do agronegócio brasileiro, de janeiro a agosto de 2012, foi constituído de sacas de café, informa o Ministério da Agricultura. Nesse período, o faturamento foi de US$ 4,1 bi, quase 22% menos que no mesmo intervalo em 2011 (US$ 5,3 bi), referente a embarque de 17,6 milhões de sacas, volume 17,4% inferior, na mesma comparação (21,3 milhões de sacas).

Lá fora
O principal comprador de café verde brasileiro continua sendo a Alemanha que reduziu suas importações, este ano, em 27,6%. Em seguida vêm os EUA, que também estão comprando menos (24,1%). Aumentaram suas importações o Reino Unido (13,8%), a Eslovênia (13,5%) e a Suécia (3,2%).

Aqui dentro
De acordo com o relatório mensal, o consumo brasileiro de café em 2012 é estimado em 20,4 milhões de sacas, contra 19,72 milhões de sacas em 2011. Os estoques do Fundo de Defesa da Economia Cafeeira estão, atualmente, em 14 mil sacas.

Ouro branco 1
As exportações de algodão este ano somam 483 mil toneladas, até agosto, 146% mais que no mesmo período do ano passado, informa o Ministério da Agricultura. O faturamento mais que dobrou, passando do equivalente a R$ 824 milhões para R$ 1,9 bilhão, nesse intervalo (pela cotação do dólar em 11 de setembro de 2011, R$ 2,01). O volume exportado compensou a retração de 7% na cotação da tonelada, que passou de R$ 4 mil para R$ 3,8 mil.

Ouro branco 2
O Estado que mais exportou o produto até o momento foi Mato Grosso (R$ 895,4 milhões), seguido pela Bahia (R$ 708,3 milhões) e os dois são responsáveis por 81% da produção nacional. Esta safra de algodão deve chegar a 1,8 milhão de toneladas de pluma.

Rivalidade
Com índice de produtividade 60% superior aos Estados Unidos, a cotonicultura brasileira mudou radicalmente, passando, em uma década, de lavoura manual para totalmente mecanizada no plantio, nos tratos culturais e na colheita. Atualmente, o Brasil é o terceiro maior exportador do produto, diz o Ministério.

Cautela no varejo global
Informa o International Business Report (IBR) 2012 da Grant Thornton International: empresários do setor de varejo estão desanimados com a economia, mas ainda mantêm certo otimismo. A pesquisa é feita há 19 anos e ouve opiniões e expectativas de mais de 12 mil empresários em 40 países.

Mais & menos
Deles, 20% estão otimistas com a economia de seus países; 56% esperam elevar as receitas e 40% projetam ter lucros maiores. Só 37% dos executivos acreditam que vão poder elevar preços nos próximos 12 meses. O crescimento está sendo bloqueado por menores encomendas, segundo 29% dos entrevistados. Mas, nos últimos 12 meses, o mesmo número, 29%, contrataram, reforçando equipes.






11 setembro 2012


FINAL DO CICLO?
Em Brasília, quando os ipês amarelos começam a florir, nesta época do ano, os brasilienses sabem que o tempo seco está terminando e a primavera vem chegando. Amém.
(foto de Fabio Rodrigues Pozzebom/ABr)

Menos motos 1
Informa a Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares: em agosto, as vendas no atacado de motocicletas somaram 170.868 unidades, com alta de 97% sobre julho, mas ainda com queda de 16,1% sobre agosto 2011. A produção foi de 178.084 motos, 134,8% mais que um mês antes e 18,2% menos que um ano antes. As vendas no varejo, em agosto, somaram 140.620 unidades (queda de 22,5% sobre as de um ano antes e alta de 1,6% sobre as de um mês antes).

Menos motos 2
Os números são expressivos por que, em julho, as montadoras deram férias coletivas. A produção foi a pior desde janeiro 2009. E as vendas foram as piores desde dezembro 2008. Ou seja, o quadro ainda é de queda na produção e estagnação no varejo. A restrição ao crédito é o principal inibidor das vendas.

Menos motos 3
No acumulado de janeiro a agosto, houve licenciamento de 1,127 milhão de motos, 10,5% menos que no mesmo período de 2011 (1,260 milhão).

Agronegócio exporta
Informa o Ministério da Agricultura: o agronegócio exportou 1,8% mais de janeiro a agosto deste ano que no mesmo intervalo no ano passado. O faturamento foi de US$ 62,5 bi - ou 39% do total das exportações brasileiras.

Os cinco mais
Quase 80% da exportação veio do complexo da soja (US$ 21,4 bi), mais carnes (US$ 10 bi), complexo sucroalcooleiro (US$ 7,8 bi), produtos florestais (US$ 6 bi) e café (US$ 4,1 bi). A soja e seus derivados permanecem líderes, com 34,2% do total este ano, superando os 29% do mesmo período de 2011.

Dinamismo
Este ano, o maior crescimento percentual nas vendas foi observado em fibras e produtos têxteis (62,5%), animais vivos (53,4%, exceto pescados), complexo soja (20,3%), bebidas (17%) e fumo e seus produtos (16,1%).

Sempre ela
A China é o maior importador, em 12 meses, com aumento de 46,1% sobre o resultado anterior, com compras de US$ 19,7 bi.

Desemprego
Saiu a taxa de desemprego nos países da OCDE em julho: 8,0%, mais que os 7,9% de junho. Na Zona do Euro, estabilidade em 11,3%, depois de mais de um ano em aumento contínuo. Essa taxa está 4 pontos acima do recorde anterior (7,3%, de março 2008).

Grave
Na Espanha, a pior taxa (25,1% em julho e 24,9% em junho), seguida pela de Portugal (estável em 15,7%), da Irlanda (de 14,8% para 14,9% entre junho e julho).

Jovens
Os jovens continuam os mais afetados: 16,1% em julho na OCDE (16,2% em junho) e 22,6% na Zona do Euro (22,5% antes). Mais graves as taxas da Espanha (52,9%), Itália (35,3%) e Eslováquia (37,8%).

Desocupados
Os desocupados na OCDE eram de quase 48 milhões, em agosto, 13 milhões mais que na crise de 2008. Dos 48 milhões, 12 milhões são jovens.

Melhor
Nos EUA, os dados são de agosto e mostram queda de 8,3% para 8,1%. No Canadá, estabilidade em 7,3%. Melhor a situação na Alemanha, Áustria, Países Baixos, Coreia do Sul, Japão e México, todos com taxas abaixo de 5,5% em julho.






10 setembro 2012


PIB MENOR, INFLAÇÃO MAIOR
Mais inflação e menos produção continua a ser o cenário dos analistas financeiros ouvidos pelo Banco Central em seu relatório semanal Focus: este ano fecha com IPCA de 5,24% (antes, 5,20%) e o PIB vai avançar apenas 1,62% (antes, 1,64%). Para a produção industrial, projeta-se queda de 1,89% (antes, de 1,78%). Para 2013, espera-se expansão de 4% para o PIB e de 4,5% para a indústria (como antes).

Inflação 1
No ano que vem, o IPCA terminará em 5,54% (5,51% há uma semana). Segundo o Focus, este mês, o IPCA fechará com alta de 0,44% (0,40% era previsto há um mês) e outubro, com mais 0,48% (0,47%). Em agosto, ficou em 0,41%, abaixo do 0,43% de julho.

Inflação 2
Este ano fecha com IGP-M de 8,21% (antes, 8,03%), IGP-DI de 8,44% (antes, 8,17%). O próximo, com IGP-M de 5,00% (como antes) e IGP-DI de 5,01% (antes 5,06%).

Juros 1
Mantida a projeção da Selic deste fim de ano em 7,25% (está em 7,50%). O Copom vai se reunir no começo de outubro (8 e 9), quando, segundo o mercado, cortará mais 0,25 ponto na taxa, que ficará assim até dezembro. E passará a 8,25%, ao final de 2013 (antes, 8,50%). Na média, a Selic deste ano ficará em 8,47% e em 7,63% no próximo.

Juros 2
De outubro em diante, dizem os analistas do Focus, o Copom iniciará novo ciclo de aperto monetário, que está previsto para acabar em outubro de 2012, com mais um corte na Selic, dos atuais 7,50% para 7,25%.

Câmbio
Para a taxa de câmbio, o mercado continua esperando o mesmo fechamento neste ano e no próximo, em R$ 2,00. As médias anuais serão de R$ 1,95 este ano (R$ 1,94 antes) e R$ 2,00 (como antes) no ano seguinte.

Saldo comercial & capital de fora
Para o saldo da balança comercial, a previsão ficou menor este ano (US$ 18 bi; antes, US$ 18,040 bi) e no próximo (US$ 14,570 bi; antes, US$ 15 bi). Para o ingresso de capital externo, o Focus projeta USA$ 55 bi este ano (como antes) e US$ 58 bi no próximo (US$ 59,010 bi antes).

Dívida & déficit
Aumentou a previsão do peso da dívida pública no PIB (de 35,25% para 35,37%) e diminuiu a de déficit na conta corrente (de US$ 58,8 bi para US$ 58,2 bi) deste ano. Para 2013, a estimativa é dos mesmos U$ 709 bi de déficit nas contas e de 34% do PIB na dívida.






6 setembro 2012


 



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