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MAIS INFLAÇÃO
No mais recente boletim semanal do Focus, datado de sexta, dia 20, as projeções do mercado financeiro indicam que a inflação segue em alta e o avanço do PIB parou de cair: este ano, avança 1,54%, como na pesquisa anterior. Em 2013, a aposta continua em 4%. Quanto ao IPCA, agora a estimativa para todo 2012 subiu de 5,43% para 5,44%, mantendo-se em 5,42% a previsão para 2013.

Outubro & novembro
Este mês, diz o Focus, o IPCA termina com alta de 0,55% (antes, 0,51%). Em novembro, deve ficar em 0,52% (antes, 0,53%).

Menos produção
Para a produção industrial, espera-se queda ainda maior que a anteriormente calculada (-2,06%; antes. -2,03%) este ano. Para 2013, mais uma leve baixa, de 4,25% para 4,20%. Há um mês, esperava-se queda de 1,82% agora e avanço de 4,25% depois.

Mais produção
Outubro está indicando "visível melhora na confiança da indústria da transformação, com indicações de recuperação mais disseminada entre as categorias de uso, e não concentrada somente no setor de duráveis, alvo principal das ações de estímulo do governo", segundo comentário do economista da FGV, Aloisio Campelo, à imprensa, referindo-se a dados prévios do Índice de Confiança da Indústria. Esse indicador está em 1,3%, na terceira alta mensal, com marca de 106,4 pontos, a primeira acima da média (105,3 pontos) em 15 meses. O Nível de Utilização de Capacidade Instalada está em 84,3%, até aqui o maior desde maio 2011 (84,4%).

Fumaça branca
A indústria vai mal desde a primeira metade de 2011. Houve melhoras localizadas em setores beneficiados por isenção/redução do IPI (setor automobilístico, principalmente), desde a virada do semestre, este ano. Os "primeiros sinais de uma retomada mais disseminada na atividade industrial" estão aparecendo agora, segundo Campelo. Ele destaca o setor de bens intermediários, antes mais diretamente afetado pelos importados, e agora favorecido pela variação cambial. Mas "o tom da recuperação da indústria, atualmente, é moderado e frágil; melhorou, mas nem todos os problemas foram resolvidos".

Câmbio
Quanto ao câmbio, o Focus indica R$ 2,01 para o final de 2012 e de 2013. Antes, ficava em R$ 2,00. Outubro pode fechar com dólar valendo R$ 2,03 e novembro, R$ 2,02. Na média, este ano o dólar valerá R$ 1,95 e no próximo, R$ 2,01.

De fora & pra fora
Foram mantidas, na semana, as estimativas para ingresso de investimento estrangeiro direto em US$ 59,680 bi este ano e US$ 60 bi no próximo. Para o saldo da balança comercial, a novidade é a alta prevista para este ano (de US$ 18 bi para US$ 18,090 bi) e para o próximo (US$ 14,480 bi para US$ 15 bi).

Saldo: US$ 17 bi
De 2 de janeiro a 21 de outubro, a balança comercial acumula saldo de US$ 17,033 bi, valor 27,9% menor que o do mesmo intervalo em 2011 (US$ 23,635 bi), informa o Ministério do Desenvolvimento. As exportações somam US$ 194,780 bi (5% menos, na mesma comparação) e as importações, US$ 177,747 bi (2% menos).

Câmbio
E para os juros, o boletim Focus não muda o cenário na semana: o ano fecha com taxa anual de 7,25%, média de 8,47%. Para 2013, a projeção é de 8%, mas a estimativa da média passou de 7,50% para 7,44%.

Dívida & déficit
Também foi mantida a projeção sobre o peso da dívida líquida do setor público no PIB deste ano (35,20%), relação que, em 2013, deve cair para 34%. Há quatro semanas, o mercado previa 35,50% neste ano e 34,15% no seguinte. Sem mudança, igualmente, a expectativa quanto ao déficit em conta corrente (US$ 56 bi) este ano, mas com melhor resultado previsto para 2013 (queda de US$ 68,160 bi para US$ 65,9 bi).

PIB alemão
Informam o Ministério das Finanças da Alemanha e o Bundesbank: a crise do euro pode fazer o PIB alemão parar ou até regredir neste último trimestre do ano. A projeção de aumento caiu de 0,7% para 0,8% este ano e, no próximo, de 1,6% para 1%. Para o FMI, a alta será de 0,9%, em cada ano.






20 outubro 2012


INFLAÇÃO: MAIS E MENOS EM DUAS PRÉVIAS
Saiu a prévia do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo de outubro, o IPCA-15, com variação de 0,65%, acima do 0,48% de setembro, acumulando no ano 4,49% e 5,56% em 12 meses. É mais que a meta (4,50%) e supera também a marca dos 12 meses imediatamente anteriores (5,31%). Os dados são do IBGE.

Mais 1
Com alta de 1,56% e impacto de 0,37 ponto percentual, os alimentos responderam por 57% do índice do mês. Aumento o preço de vários produtos, destacando-se os de carnes (2,92%) e arroz(11,91%), os maiores impactos individuais no IPCA-15, com 0,07 ponto cada.

Mais 2
As despesas com habitação também mostraram aceleração de setembro para outubro, passando de 0,43% para 0,72%. Em saúde e cuidados pessoais, alta de 0,37% em setembro para 0,42% em outubro. Em vestuário, de 0,47% para 1,05%, em transportes, de 0,09% para 0,11%, e em comunicação, de 0,01% para 0,18%.

IGP-M: menos
E também saiu o Índice Geral de Preços-Mercado do segundo decêndio de outubro, com variação de 0,15%, bem menos que um mês antes, no mesmo período de coleta (0,84%), informa a FGV. Neste IPG-M, o Índice de Preços ao Produtor Amplo teve alta de 0,01% (a anterior, de 1,11%), o Índice de Preços ao Consumidor, de 0,52% (0,37%) e o Índice Nacional de Custo da Construção, de 0,21% (0,14%).

Banda larga
Informa a Associação Brasileira de Telecomunicações: em setembro, houve 83 milhões de acessos à banda larga (fixa e móvel), 58% mais que um ano antes, com 30,5 milhões de novas conexões incluídas no intervalo. Em setembro, 63,6 milhões das novas conexões foram de banda larga móvel e 19,4 milhões de banda larga fixa, com aumento de 7,7% em 12 meses (1,4 milhão de novas habilitações).

Plano Nacional Banda larga
Para a Telebrasil, 31,5% dos acessos em banda larga fixa ativados foram do Plano Nacional de Banda Larga, que prevê a oferta de conexão com velocidades de 1 megabits por R$ 29 mais ICMS ao mês.

Pelo celular e smart
Os acessos por redes de celular cresceram 84% de setembro a setembro, com 12,7 milhões de terminais de dados (modems) e 50,9 milhões de celulares da terceira geração (3G) no mês passado. Por smartphones, o acesso avançou 86%, no período, com 30 milhões de novos acessos móveis 3G.

Redes
Segundo a Telebrasil, dos 5.561 municípios brasileiros, 3.066 (onde vive 87% da população total) já têm rede de 3G instalada. Desde janeiro, 416 municípios foram conectados a essa rede.

Sem avanço 1
Não melhorou, de agosto para setembro, o desempenho do setor eletroeletrônico, revela mais uma sondagem da entidade do setor, a Abinee: 26% das empresas pesquisadas tiveram aumento nas vendas e encomendas, menos que em agosto (45%), e aumentou de 27% para 50% o número das que tiveram queda. Com isso, passou de 56% para 66% o total de empresas com resultados abaixo das expectativas. Detalhe: só 1% das entrevistadas indicou negócios acima do esperado. Por essas e outras, aumentaram os estoques de insumos e matérias-primas (de 29% para 38%) e de produtos acabados (de 36% para 42%) entre agosto e setembro.

Sem avanço 2
Assim, o que se espera na consolidação dos dados da produção física do setor eletroeletrônico, apurada pelo IBGE, é de queda em setembro, ainda mais acentuada que a de agosto (6,9% sobre agosto 2011). De janeiro a agosto deste ano, o recuo é de 9,3%, sendo 12,1% na indústria eletrônica e 4,1% na indústria elétrica - setor beneficiado pelo aumento de 12,1% na produção de eletrodomésticos da linha branca, os que têm redução do IPI.

Emprego estável
Mas, mesmo com negócios abaixo das metas, nível de emprego do setor se mantém, Em agosto, o setor tinha os mesmos 182.650 funcionários de julho - e 64% das empresas têm situação positiva nesse item. No acumulado do ano, o setor abriu 2.340 vagas, ou 61% menos que no mesmo período em 2011 (6.070 trabalhadores).

Sem grilo
Também é positivo o dado referente à aquisição de insumos e matérias-primas: apenas 4% das empresas pesquisadas demonstraram dificuldades, mesmo se 41% relataram aumento de preços. E a maior parte das empresas (88%) não enfrentou dificuldades para obter capital de giro.

Sem avanço 3
As exportações continuam mal: de agosto para setembro, 24% das empresas conseguiram expandir as vendas externas, mas, na comparação com setembro 2011, o sinal fica negativo em 16,4%. De janeiro a setembro, a queda acumulada é de 3,4% sobre janeiro-setembro/2011.






18 outubro 2012


PIB DA CHINA: 7,4%
O PIB da China cresceu 7,4% no terceiro trimestre sobre o do ano passado, pouco abaixo dos 7,6% da comparação dos segundos semestres e o menor avanço desde 2009. A produção industrial revê alta de 9,2%, os investimento em ativos fixos, de 20,5% e o varejo, de 14,2%. Para o primeiro-ministro chinês, Wen Jiabao, há condições de o país cumprir as metas econômicas para ano.

Menos veículos
As revendedoras de veículos tiveram movimento 7,65% menor na primeira quinzena de outubro caiu que no começo de setembro. Este mês, foram emplacadas 228.393 unidades, informa a Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores. Desde janeiro, foram licenciados 4.391.013 veículos de todos os tipos, 1,60% menos que em igual período do ano passado.

Um a um
Em automóveis e comerciais leves, foram vendidas 149.371 unidades de 1 a 15 de outubro (10,10% menos que na primeira quinzena de setembro e 4,96% mais que na primeira quinzena de outubro 2011). Em caminhões e ônibus, 6.750 unidades (mais 8,02% e menos 30,82% na mesma base de comparação). Em motos, 65.687 unidades (menos 3,78% e menos 20,24%). Em implementos rodoviários, 2.279 unidades (mais 6,50% e menos 10,31%), segundo a Fenabrave.

Mais veículos
Palavra do ministro do Desenvolvimento, Fernando Pimentel: em breve, o Brasil subirá do quarto para o terceiro lugar entre os maiores mercados de veículos do mundo. Hoje, fica atrás dos EUA, da China e do Japão, que pode ser ultrapassado pelo Brasil, graças ao novo regime automotivo. Já há nove indústrias da Ásia e da Europa interessadas nesse regime, disse.












17 outubro 2012


SMARTPHONES JÁ PASSAM DE 1 BI
O mundo acaba de bater a marca do primeiro bilhão de smartphones em uso, informa a consultoria Strategy Analytics, que calcula o número exato em 1,038 bilhão ao final de setembro. No ano passado, na mesma data, funcionavam 708 milhões desses aparelhos.

16 x 3
Do lançamento do primeiro smartphone global até o primeiro bilhão, passaram-se 16 anos, diz a empresa, segundo a qual, para chegar ao segundo bilhão, o tempo será menor, apenas mais 3 anos. A aposta de amento considera mercados emergentes ainda exploráveis, como China e Índia.

Mais celulares
No Brasil, informa a Anatel, mais 959,8 mil linhas de celular (telefonia móvel) foram registradas em setembro, subindo a 258,8 milhões o número de linhas ativas. Alta pequena, de 0,37%, sobre agosto, abaixo do 0,58% de agosto sobre julho. As queridinhas continuam sendo as linhas 3G (57,3 milhões de acessos) com avanço mensal de 2%. Dos celulares em uso, 210,2 milhões são do sistema pré-pago (81,2% do total). A teledensidade foi de 131,5 acessos por 100 habitantes no mês passado.

Vai de moto
Revela o IBGE: há pelo menos uma moto em 22,5% dos domicílios brasileiros considerados inadequados (favelas, cortiços). Moradores de 6,1% dessas casas têm carro também. Os dados constam do Censo de 2010 e sua análise é divulgada agora (veja mais em Censo 2010: Uniões consensuais já representam mais de 1/3 dos casamentos e são mais frequentes nas classes de menor rendimento).

Celular e computador
Nesse Censo, foram incluídos bens existentes nos domicílios e que não constavam de levantamentos anteriores, como telefone celular, microcomputador com acesso à internet e motocicleta. Caiu o número de telefone fixo de 1,6% pra 1,1%, em razão da disseminação do telefone celular, nos domicílios inadequados. Nos adequados, caiu de 62,0% para 57,4%. Por ordem de grandeza, aumentou a proporção de domicílios com televisão, geladeira e máquina de lavar roupa, em todos os tipos de adequação do domicílio.

Mais automóveis
Enquanto cresceu a proporção de domicílios adequados com automóvel de 47,3% para 51,1%, e de semiadequados, de 22,7% para 28,6%, caiu de 7,6% para 6,1% de automóveis em domicílios inadequados. A queda pode estar relacionada ao crescimento das motos.

A distância
São 3,5 milhões os estudantes que optaram por ensino a distância, informa o Censo EAD.BR 2011. Os matriculados em cursos livres representaram 77,2% do total, ou 2,7 milhões.

Com cartão 1
Informa a Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços: subiu de 68% para 75% o número de brasileiros donos de cartões de crédito, débito e de rede/loja, entre 2008 e 2012. Do faturamento geral, 58% se faz por cartão; a fatia paga com cheques caiu de 7% para 3%.O cartão de crédito é usado para pagar 37% do total, seguido pelo dinheiro em papel (32%) e pelo cartão de débito (21%).

Com cartão 2
A posse de cartão de débito teve a maior alta no período da pesquisa (de 53% para 62% do total), seguida pela do cartão de crédito (de 48% para 52%) e do cartão de loja/rede ( de 26% para 28%).

PIB alemão 1
O PIB da Alemanha vai crescer 1% no ano que vem, segundo nova revisão do Ministério da Economia do país, que antes previa alta de 1,6%. Para este ano, a alta baixou de 0,8% para 0,7%, por conta da crise na Zona do Euro e de menor expansão global. Em 2010, a Alemanha crescera 4,2% e, ano passado, 3%.

PIB alemão 2
Segundo o governo alemão, o país continuará com mercado de trabalho saudável, aumentos reais dos salários (2,8% este ano e 2,6¨no próximo) e consumo privado forte (inflação de 2% e 1,9%, na mesma ordem) , pois já há sinais de o bloco do euro estar a caminho da estabilização.

Emprego britânico
Informa o Escritório Nacional de Estatísticas: a taxa de desemprego do Reino Unido caiu de 8,1% para 7,9%, entre o segundo e o terceiro trimestres. Está agora no menor nível em 15 meses e o número de pessoas empregadas (29,6 milhões) bateu recorde. O número de desempregados caiu de 2,580 milhões para 2,530 milhões.

Casa nova
A construção de novas residências nos EUA cresceu 15% em setembro, informa o Departamento do Comércio, em dado anualizado e significando 872 mil unidades. É o maior avanço em mais de quatro anos, sinal de retomada no setor imobiliário. Em agosto, o total era de 758 mil unidades.






16 outubro 2012


HOJE, DIA MUNDIAL DA ALIMENTAÇÃO
Este 16 de outubro é mais um Dia Mundial da Alimentação, criado pela FAO para motivar a adoção de políticas, programas e ações voltadas para eliminar a fome no mundo e dar garantia de segurança alimentar dos povos: de 925 milhões de pessoas que passam fome no mundo, 70% vivem em áreas rurais onde a agricultura é a principal atividade econômica. Por isso, o tema deste ano é Cooperativas agrícolas alimentam o mundo. Segundo a FAO, as cooperativas reúnem 1 bilhão de pessoas em todo o mundo, gerando mais de 100 milhões de empregos.

Do Brasil 1
Segundo o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, a ação do governo nesta área se dá pelo Plano Brasil Sem Miséria, cuja estratégia se organiza em três eixos: garantia de renda (Programa Bolsa Família e benefícios complementares como o Brasil Carinhoso), acesso a serviços e inclusão produtiva.

Do Brasil 2
No que se refere ao cooperativismo, o Brasil desenvolve o Programa de Aquisição de Alimentos diretamente com cooperativas. Em 2011, essas compras beneficiaram 162,2 mil agricultores familiares. Estão em curso, também, a Política de Segurança Alimentar, com a consolidação do Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea), e o primeiro Plano Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional, que congrega ações de 19 ministérios e foi lançado no ano passado. No último triênio, caiu de 15 milhões (2007/2009) para 13 milhões (2010-2012) o número de famintos no Brasil, redução de 13%.

Mais cedo
Começa neste domingo, 21 de outubro, novo horário de verão brasileiro, que terminará dia 17 de fevereiro. O Operador Nacional do Sistema Elétrico estima que a antecipação de uma hora nesse horário proporcionará economia de R$ 280 milhões, mais que o dobro dos R$ 130 milhões de 2011. A economia é de 0,5% do consumo, mas por incidir nos horários de pico em até 4,5%, o custo em moeda corrente tem mais peso.

Mais caro
A seca no inverno e na primavera deste ano exigirá, ano que vem, maior geração de energia térmica, para garantir níveis mínimos nos reservatórios de água. Isso deverá elevar o custo da energia para o consumidor. Esta semana começou com níveis de 38,1% nos reservatórios do Nordeste, de 42,5% nos do Sudeste, de 47,2% nos do Norte, e de 39,4% nos do Sul. Espera-se melhora nesses patamares ao longo de novembro, com chuvas de maior intensidade.

Tiro certo
Segundo a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial, o aumento de 1,5% da produção industrial de julho para agosto, é, em boa parte, efeito do Plano Brasil Maior, lançado em agosto 2011. Por exemplo, a desoneração da folha de pagamentos de 40 setores intensivos em trabalho abrange 3.300 produtos classificados nos códigos da nomenclatura comum da Mercosul, ou 59% das exportações dos manufaturados.

Dos idosos
Informa a FGV: o Índice de Preços ao Consumidor da Terceira Idade, que mede a variação da cesta de consumo de famílias majoritariamente compostas por indivíduos com mais de 60 anos de idade, teve variação de 1,39% no terceiro trimestre do ano, acumulando 5,91% em 12 meses, mais que o IPC-Brasil, de 5,73% no mesmo período. O IPC-3i é divulgado trimestralmente.

Pra cima
As principais altas no segundo trimestre foram observadas em alimentos (de 2,19% para 4,05%), comunicação (de -0,57% para 0,91%), transportes (de -0,53% para -0,25%) e educação, leitura e recreação (de 0,56% para 1,24%).

Pra baixo
E as principais baixas de intensidade foram as de saúde e cuidados pessoais (de 2,21% para 1,10%), despesas diversas (de 6,19% para 0,78%) e habitação (de 1,36% para 1,21%). Houve queda no custo de vestuário (de 1,45% para -0,91%).









11 outubro 2012


COMÉRCIO VAI EM FRENTE
Em agosto, o comércio varejista vendeu 0,2% mais em volume e faturou 1,0% mais, em termos reais, sobre junho, informa o IBGE. Desde fevereiro, a receita nominal vem crescendo; o volume, desde junho. De janeiro a agosto, o volume aumentou 9% e a receita, 12%. Em 12 meses, os avanços foram de 7,8% e 11,4% na mesma ordem.

No mês, no ano e em 12 meses
Os números são maiores quando se trata do varejo ampliado (com veículos e material de construção): o volume cresceu 2,7% no mês, 9% desde janeiro e 7,8% em 12 meses - enquanto a receita nominal se expandia em 3,1% no mês, 12% no ano e 11,4% em 12 meses.

Bom ânimo
Pesquisa mensal da Fecomercio-SP mostra recuo de 1,3% na intenção de consumo das famílias, entre agosto e setembro. A medida do indicador é 140,1 pontos, a mesma de um ano antes. Sua escala, de 0 a 200, indica otimismo a partir de 100 pontos. Ou seja, não estamos mal.

Cautela
Mas o indicador de renda atual apresentou a maior variação negativa no mês, de 4,1%, mesmo se continua entre os mais bem avaliados (148,3 pontos). A queda pode estar relacionada com o aumento de preços dos alimentos e bebidas, dizem os analistas.

Mais & menos 1
Por isso, a perspectiva de consumo recuou 3% no mês, para 136,2 pontos em setembro. A medida do emprego atual caiu pouco (0,3%, para 139 pontos), e a da perspectiva profissional avançou (3,3%, para 145,4 pontos). O nível de consumo atual aumentou 1,2%, para 114,2 pontos.

Mais & menos 2
Comparando setembro/setembro, o momento para compra de bens duráveis está melhor agora (mais 6%, para 142,1 pontos), mas, mesmo com juros baixos, a satisfação em relação ao acesso a crédito caiu (2,5%, para 155,7 pontos).

Vendendo livro
Está-se realizando em Frankfurt, na Alemanha, a Feira do Livro, com presença de 32 editoras e 46 empresas brasileiras, que apresentam 2.596 títulos no estande de 330 m², organizado pelo projeto Brazilian Publishers, parceria entre a Apex-Brasil, do governo, e a Câmara Brasileira do Livro. Na feira de 2013, o Brasil será o país homenageado e esta feira serve de aquecimento para a próxima. Este ano, os brasileiros querem negociar, na venda de direitos autorais, cerca de US$ 150 mil.






10 outubro 2012


SELIC CAI A 7,25% AO ANO
O Comitê de Política Monetária do Banco Central "decidiu reduzir a taxa Selic para 7,25% ao ano, sem viés, por 5 votos a favor e 3 votos pela manutenção da taxa Selic em 7,50% ao ano. Considerando o balanço de riscos para a inflação, a recuperação da atividade doméstica e a complexidade que envolve o ambiente internacional, o Comitê entende que a estabilidade das condições monetárias por um período de tempo suficientemente prolongado é a estratégia mais adequada para garantir a convergência da inflação para a meta, ainda que de forma não linear". Foi a décima baixa seguida e a favor dela votaram Alexandre Antonio Tombini (presidente) e os conselheiros Aldo Luiz Mendes, Altamir Lopes, Luiz Awazu Pereira da Silva e Luiz Edson Feltrim. Votaram pela manutenção da taxa em 7,50% Anthero de Moraes Meirelles, Carlos Hamilton Vasconcelos Araújo e Sidnei Corrêa Marques.

Emprego industrial patina
Saiu a Pesquisa do Emprego Industrial, do IBGE: em agosto, o total do pessoal ocupado foi 0,1% menor que em julho, que fora 0,2% maior que em junho. Sobre agosto 2011, a queda é de 2,0%, mantendo a trajetória de recuo iniciada há onze meses. De janeiro a agosto, baixa de 1,4% sobre o mesmo período no ano anterior. Em 12 meses, retração de 1,0%, também na mesma trajetória descendente iniciada em fevereiro 2011.

Só 2 se salvam
No ano, em comparação com igual intervalo em 2011, o emprego industrial permanece em queda em 12 dos 14 locais e em 13 dos 18 setores investigados. Destaques de baixa: São Paulo (-3,2%), Nordeste (-2,2%), Santa Catarina (-1,5%), Ceará (-2,8%), Rio Grande do Sul (-1,0%) e Bahia (-2,6%). E de alta, Paraná (2,8%) e Minas (1,0%).

Por setores
Por setores, a crise é maior no setor de vestuário (-8,3%), de calçados e couro (-6,3%), de produtos de metal (-4,4%), têxtil (-5,5%), de papel e gráfica (-3,9%), de madeira (-8,5%) e de borracha e plástico (-2,9%). O emprego aumenta nas de alimentos e bebidas (3,8%), máquinas e equipamentos (1,7%) e indústrias extrativas (4,0%).

Horas pagas: menos
Não variou o número de horas pagas pela indústria em agosto sobre julho. No ano, o resultado é negativo (-2,1%) e, em 12 meses, também (-1,9%).

Salário: mais
E o valor da folha de pagamento real avançou 2,2% de julho para agosto, zerando, com sobra, a queda de 1,1% registrada em julho. No ano, o avanço é de 3,4% sobre igual período de 2011 e, em 12 meses, a alta é de 3,2%, um pouco abaixo dos 3,6% registrados em 12 meses até junho e julho últimos.

Inflação Classe C
A FGV divulgou seu Índice de Preços ao Consumidor - Classe 1, que mede a inflação de famílias com renda de R$ 622 a R$ 1.555: em setembro, alta de 0,68%, acumulando 6,69% em 12 meses. Assim, a inflação dos menos ricos foi maior que a média brasileira em setembro (IPC de 0,54%) e no acumulado de 12 meses (5,73%).

Mais
Cinco das oito classes de despesa componentes do índice apresentaram acréscimo em suas taxas de variação em setembro: alimentação (de 1,15% para 1,59%), vestuário (de -0,37% para 0,63%), comunicação (de 0,17% para 0,41%), despesas diversas (de 0,15% para 0,22%), e transportes (de 0,02% para 0,04%).

Peso maior
Pelo peso que alguns produtos têm no orçamento das famílias com remuneração mais baixa, a inflação fica maior: caso do arroz e feijão (de -0,87% para 3,94%), das roupas (de -0,80% para 0,86%), da tarifa de telefone móvel (de 0,18% para 0,90%).

Menos
Em contrapartida, foi menor a variação de custos, de agosto para setembro, em educação, leitura e recreação (de 0,47% para -0,05%), saúde e cuidados pessoais (de 0,38% para 0,33%) e habitação (de 0,39% para 0,37%).

Mais papelão
Informa a Associação Brasileira do Papelão Ondulado: a venda de papelão ondulado no mercado interno, em setembro, superou a de um ano antes em 4,77%, subindo a 282,068 mil toneladas. Mas sobre agosto, houve recuo de 6,28%. No ano, a venda de 2,451 milhões de toneladas indica expansão de 2,49% sobre o mesmo período de 2011, e esse número deve ser levado até dezembro. No máximo, o setor espera vender 3% mais que no ano passado, no mercado interno.

Menos petróleo 1
Informa a Organização dos Países Exportadores de Petróleo: a demanda mundial este ano será de 881,8 milhões de barris, com consumo diário de 800 mil, ou 100 mil menos que em projeções anteriores. Para 2013, prevê-se manutenção desse patamar ou, se a crise se agravar, em queda de até 20%.

Menos petróleo 2
A produção nos países da Opep caiu quase 265 mil barris/dia entre agosto e setembro, com menor entregas em Angola e Nigéria. No total, foram mais de 31 milhões de barris/dia, dos quais a maior parte procede da Arábia Saudita (9,850 milhões diários em setembro, mais que os 9,810 milhões de agosto).






9 outubro 2012


CELULAR NOVO TODO ANO
Pesquisa da consultoria F-Secure, com usuários de banda larga em 14 países, indica que 25% dos brasileiros já tiveram celular ou algum dispositivo móvel roubado ou perdido. A média mundial é bem menor, 11%. Situação pior que a do Brasil, apenas a da Índia, com 35% de prejudicados entre os usuários. No Japão, só 2%, na Alemanha, 3%, e, na Finlândia, 4%.

Troca anual
Por essas e outras, é do Brasil um dos mais altos índices de frequência com que as pessoas adquirem um novo celular: 35% fazem essa troca todo ano. No Japão, só 4%; na Alemanha, 5%, e na Bélgica, 7%.

Menos cimento 1
Dados preliminares da indústria e estimativas de mercado indicam que as vendas de cimento no mercado interno brasileiro em setembro foram de 5,7 milhões de toneladas, com queda de 3,2% sobre as de um ano antes.

Menos cimento 2
As vendas do terceiro trimestre deste cresceram 3,5%, sobre as de 2011, mostrando possível tendência de desaceleração se comparadas às expansões ocorridas antes ( 13,7% no primeiro trimestre e 5,9% no segundo). De janeiro a setembro, esse ano, as vendas somam 51 milhões de toneladas, 7,4% mais que no mesmo período de 2011, informa o Sindicato Nacional da Indústria do Cimento.

Biocombustível 1
Palavra da FAO: a agricultura familiar pode e deve participar da cadeia de produção de biocombustíveis e os países devem criar ou incentivar políticas para evitar ameaças ambientais e à segurança alimentar.

Biocombustível 2
Esse tema será debatido no VI Seminário Latino-americano e do Caribe de Biocombúveis, a BIO 2012. Nele, o Brasil terá participação destacada, pelos avanços no setor, especialmente na área de biodiesel.

Biocombustível 3
Segundo a FAO, atualmente, mais de 100 mil famílias de agricultores se beneficiam com a adição de 5% de biodiesel ao diesel de petróleo. O número pode aumentar com o avanço de estudos sobre o bioquerosene, para aviação.

Biocombustível 4
Nos últimos anos, aumentaram as pesquisas sobre uso de enzimas, micro-organismos e algas para extração de biocombíveis de segunda geração e que não concorrem com produtos destinados à alimentação humana ou animal.

Biocombustível 5
Um desses estudos trata do uso integral de resíduos gerados na agroindústria, como a sucroalcooleira e por atividades pecuárias, para obtenção de biogás e eletricidade. Esses sistemas terão, como vantagem adicional, evitar a contaminação de água e solo com resíduos líquidos e/ou sólidos da indústria.

Fome: 870 milhões
A FAO também divulgou seu estudo Estado da Insegurança Alimentar no Mundo 2012, estimando em 870 milhões as pessoas que sofrem fome, entre 2010 e 2012. O número equivale a 12,5% da população mundial. A maioria (852 milhões de pessoas) vive em países em desenvolvimento. Nos países desenvolvidos, há 16 milhões de subnutridos.

Crescimento econômico
"O forte crescimento econômico vai ser um componente essencial para a redução da fome de maneira sustentável e bem-sucedida. As regiões que tiveram expansão mais rápida testemunharam reduções mais aceleradas na fome", diz o texto da FAO. Mas o crescimento econômico, continua, "deve envolver e alcançar os mais pobres por meio de mais empregos e de outras oportunidades de geração de renda". Destaca a importância da agricultura, especialmente em países de baixa renda, para reduzir a pobreza e a fome.

Pela metade
Pelo sim pelo não, a FAO considera possível alcançar a Meta do Milênio de reduzir pela metade o percentual de pessoas sofrendo de fome crônica até 2015, se forem tomadas medidas apropriadas para reverter a desaceleração econômica vista desde 2007-2008.








8 outubro 2012

IGP-DI DE SETEMBRO: 0,88%
Saiu o Índice Geral de Preços-Disponibilidade Interna de setembro: alta de 0,88%, menor que o 1,29% de agosto e maior que o 0,75% de um ano antes, segundo a FGV. Em 12 meses, o IGP-DI variou 8,17% e, desde janeiro, 7,46%. O IGP-DI é usado em reajustes de contratos e algumas tarifas.

Três
É formado pelo Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA, 60% do total), que registrou variação de 1,11%, pelo Índice de Preços ao Consumidor (IPC, 30%), com 0,54%, e pelo Índice Nacional de Custo da Construção (INCC, 10%), com 0,22%.

Atacado
No IPA, a alta foi menor que a de agosto (1,77%). Os preços dos bens finais subiram 1,03% (antes,0,64%), com maior pressão de alimentos processados (de 1,75% para 3,68%). O índice dos bens intermediários variou 1,08%(antes, 0,91%)e o das matérias-primas brutas, 1,22% (antes, 4,08%), com menor poressão de milho (de 13,29% para -3,23%), soja (de 7,45% para 2,48%) e suínos (de 31,88% para -2,48%). Em alta, bovinos (de -0,32% para 3,96%), e arroz (de 10,42% para 13,58%).

Varejo
No IPC, pouca variação sobre agosto (0,44%), mesmo com cinco das oito classes de despesa componentes em alta, especialmente o vestuário (de -0,57% para 0,60%), seguido por transportes (de -0,04% para 0,14%), alimentação (de 1,09% para 1,23%), comunicação (de 0,10% para 0,51%) e despesas diversas (de 0,20% para 0,25%).

Construção
O Índice Nacional de Custo da Construção subiu menos que em agosto (0,26%), com alta de 0,46% em materiais, equipamentos e serviços (antes, 0,39%) e estabilidade no custo de mão de obra.

Material de construção 1
Informa a Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção: em setembro, o setor vendeu 2,5% menos que em agosto, 6% menos que um ano antes, crescendo apenas 0,5% em 12 meses. Causa da queda mensal: a breve greve dos bancários, no final do mês. Com a forte dependência do setor tem ao movimento de cheques e pagamentos a vista, além do crédito, as vendas se retraíram na última semana, com efeitos negativos no resultado final.

Material de construção 2
Por isso, a Anamaco projeta para outubro e novembro aumento significativo nas vendas, mesmo porque esses meses são, normalmente, os melhores para o setor. Em geral, 60% do movimento do setor se realiza no segundo semestre.

Material de construção 3
De janeiro a setembro, as vendas estão 2,5% abaixo das do mesmo intervalo em 2011, com seis meses de variações negativas, dois, positivas e um mês neutro, nessa comparação. Para o ano, a meta é obter aumento de 4,5% sobre 2011, com faturamento de R$ 54,3 bi, o que será possível se o setor crescer acima de 7% nos próximos dois meses.

Déficit crescente
Informa a Abinee: de janeiro a agosto, o déficit da balança comercial de produtos eletroeletrônicos atingiu US$ 21,900 bi, praticamente igual ao registrado no igual período do ano anterior (US$ 21,990 bi). O resultado é fruto de exportações, que totalizaram US$ 5,2 bi, valor 1,4% abaixo do obtido em igual período no ano passado, e importações que US$ 27,1 bi, com queda de 0,6% na mesma comparação.






5 outubro 2012


 



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