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IPCA, IGP-DI, INPC E SINAPI: INFLAÇÃO DE BACIADA
Saiu o índice oficial de inflação, o IPCA, de outubro: variação de 0,59%, acumulando 4,38% o ano e 5,45% em 12 meses, informa o IBGE. O IBGE também divulgou o INPC, usado em dissídios coletivos: 0,71% em outubro, somando 4,85% desde janeiro e 5,99% em 12 meses, o que interessa para acordos salariais. E saiu o IGP-DI, que corrige contratos e dívidas: deflação de 0,31%, acumulando 7,12% no ano e 7,41% em 12 meses, segundo a FGV. O quarto indicador divulgado no dia é o Índice Nacional da Construção Civil, calculado pelo IBGE para os contratos da CEF: 0,34% em outubro, 4,99% no ano e 5,51% em 12 meses.

O das metas
Em outubro, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo ficou próximo da taxa de setembro (0,57%), com alta de 1,36% em alimentos, responsáveis por 54% do resultado do mês. Dos nove grupos que compõem o IPCA, seis subiram mais em outubro que no mês anterior: vestuário (de 0,89% para 1,09%), artigos de residência (de 0,18% para 0,37%), transportes (de -0,08% para 0,24%), saúde e cuidados pessoais (de 0,32% para 0,48%) e comunicação (de 0,03% para 0,31%). Os preços de produtos não alimentícios quase não mudaram (0,36% e 0,35%), com queda nos de habitação (de 0,71% para 0,38%) e despesas pessoais (de 0,73% para 0,10%). Neste item, o IBGE destaca o custo dos empregados domésticos, que, da alta de 1,24% de setembro, caiu para -0,16% em outubro.

Maior e menor
Regionalmente, a maior alta foi em Belém (1,02%) e a menor em Curitiba (0,39%). No Norte, os alimentos encareceram; no Sul, caiu preço dos automóveis usados e da gasolina (-1,08%).

O do salário
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor, IPNC, variou 0,71% em outubro, mais que em setembro (0,63%) e que um ano antes (0,32%). Nele, os produtos alimentícios apresentaram variação de 1,51% e os não alimentícios, de 0,38% em outubro. O maior aumento foi também o de Belém (1,08%) e o menor, o de Curitiba (0,37%).

O da casa própria
Com sigla Sinapi, o IBGE calcula o Índice Nacional da Construção Civil para atualização de contratos da CEF: 0,34% em outubro, mais que em setembro (0,25%) e menos que um ano antes (0,38%). Pelo Sinapi, calcula-se o custo nacional da construção por metro quadrado: R$ 850,06 em outubro, sendo R$ 451,20 relativos aos materiais e R$ 398,86 à mão de obra. Em setembro, valia R$ 847,18. A mão de obra encareceu 0,42% e os materiais, 0,27%. No ano, a mão de obra subiu 9,79%, e os materiais, 1,09%. Em 12 meses, na mesma ordem, 10,68% e 1,32%.

Metro quadrado
O custo do m² foi menor no Nordeste (R$ 796,18), seguindo-se os do Centro-Oeste (R$ 862,68), Sul (R$ 864,22) e Norte (R$ 869,20). O mais caro foi o do Sudeste (R$ 882,38).

O dos contratos
E a FGV divulgou o IGP-DI, que caiu 0,31%, em outubro, depois de subir 0,88% em setembro. A variação foi de 0,40% em outubro 2011. Em 12 meses, a alta foi de 7,41% e, neste ano, um pouco menos, 7,12%. O Índice Geral de Preços-Disponibilidade Interna é usado na atualização de contratos e dividas.

Atacado
Dos três componentes do IGP-DI, houve recuo no Índice de Preços ao Produtor Amplo (60% do total), passando de 1,11% para -0,68%, entre setembro e outubro, puxado por deflação em bens finais (de 1,03% para -0,44%), em matérias-primas brutas (de 1,22% para -1,86%) e menor pressão em bens intermediários (de 1,08% para 0,07%).

Varejo
No Índice de Preços ao Consumidor (30%), o aumento foi menor, de 0,54% para 0,48%, devido a decréscimo em três das oito classes de despesa, especialmente alimentação (de 1,23% para 0,67%), além de menor pressão em comunicação (de 0,51% para 0,45%) e habitação (de 0,40% para 0,36%). Em alta, transportes (de 0,14% para 0,43%), vestuário (de 0,60% para 0,78%), educação, leitura e recreação (de 0,07% para 0,24%), saúde e cuidados pessoais (de 0,42% para 0,48%) e despesas diversas (de 0,25% para 0,39%).

Construção
No terceiro componente, o Índice Nacional de Custo da Construção (10%), a variação foi de 0,21%, pouco menos que em setembro (0,22%), com baixa de intensidade no aumento de custo de materiais, equipamentos e serviços (de 0,46% para 0,42%) e leve avanço em mão de obra (0,01%), depois de estabilidade em setembro.






6 novembro 2012


VENDA DE VEÍCULOS AUMENTOU 5,7% ESTE ANO
Informa a Fenabrave, entidade das revendedoras: em outubro, foram vendidos 341,7 mil novos automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus, número 21,8% maior que o de um ano antes e 18,6% maior que o de um mês antes. No acumulado do ano, a venda cresceu 5,7%, com 3,1 milhões de veículos novos licenciados. Nesta quarta, dia 7, a Anfavea, entidade das montadoras, divulgará os números de produção.

Leia MONTADORAS PRODUZEM 13% MAIS

Outubro
Em outubro, foram vendidos 326,9 mil automóveis e comerciais leves (avanços de 23,9% e de 17,8% na mesma ordem), 12,5 mil caminhões (queda de 9,5% e alta de 48,1%), 2,2 mil ônibus (-25% e + 8,1%), 134,7 mil motos (-7,8% e +16,9%).

Janeiro a outubro
De janeiro a outubro, a venda de automóveis e comerciais leves cresceram 7,3% e a de caminhões caiu 21,5%. Daqui até dezembro, a Fenabrave espera menor ritmo na venda dos primeiros e melhora na dos segundos, terminando o ano com aumento de 4,8% nos carros e comerciais, enquanto a queda na venda de caminhões se reduzirá para 19%.

Menos crédito 1
Informa o jornal Valor Econômico que está secando a fonte generosa do crédito bancário para compra de automóveis e motos. Os bancos endurecem na liberação, desde a virada do semestre, para conter a taxa de inadimplência, considerada alta e causadora de lucros menores.

Menos crédito 2
Este ano, de julho a setembro, houve financiamento para 38% dos carros, motos e veículos pesados vendidos. Um ano antes, para 45%. Em setembro, conseguiram crédito 35% dos compradores, o menor percentual desde 2007, segundo dados da Cetip, que registra operações de crédito de veículos dos bancos nos departamentos estaduais de trânsito. Os outros 65% usaram recursos próprios, consórcio ou leasing.

Exportações
Em setembro, as exportações de produtos eletroeletrônicos somaram US$ 659,7 milhões, resultado 16,4% inferior ao atingido um ano antes (US$ 789,4 milhões). Informa a Abinee que esse foi o quinto mês consecutivo em que as vendas externas ficaram abaixo das apontadas em igual mês do ano anterior.

Dois positivos
Nessa comparação, aumentou apenas a exportação de bens de geração, transmissão e distribuição de energia elétrica (4,5%) e de utilidades domésticas (1,4%). A queda foi maior nos setores de telecomunicações (41,9%) e de equipamentos industriais (40,4%).

Menos celulares
As exportações de telefones celulares continuaram recuando: 53% neste setembro sobre o do ano anterior, caindo de US$ 41 milhões para US$ 19 milhões.

No ano 1
No acumulado de janeiro a setembro, o setor eletroeletrônico exportou US$ 5,820 bi, valor 3,4% menor que o do mesmo intervalo em 2011 (US$ 6,030 bi). A queda de 24,7% nas compras da Argentina foi a causa: excluído esse país, o sinal se inverteria para amento de 3,8%nas exportações brasileiras de produtos do setor este anbo.

Importações
Em setembro, as importações de produtos do setor somaram US$ 3,320 bi, com queda de 9,7% sobre setembro 2011 e de 10,4% sobre agosto 2012. Foi a sexta queda em nove meses, sempre na comparação com o resultado do ano precedente. No confronto setembro/ setembro, só a compra de equipamentos industriais cresceu (9,7%). As maiores quedas foram as dos setores de geração, transmissão e distribuição de energia (30%), principalmente de geradores (75%) e de torres (84%). Também foi menor a compra de celulares importados (66%).

No ano 2
No acumulado de janeiro a setembro de 2012, as importações atingiram US$ 30,4 bilhões, 1,7% abaixo das apontadas em janeiro-setembro de 2011 (US$ 30,9 bilhões). Cinco das oito áreas do setor analisadas registraram taxas negativas, sendo as maiores as de geração, transmissão e distribuição de energia (-23,9%) e de telecomunicações (-19,5%), com menos compras de motogeradores (-56,1%) e celulares (-57%).

Mais importados
Neste ano, os aumentos de importações foram, na média, modestas, abaixo de 3,0%. Exceções foram os casos de material elétrico de instalação, automação industrial e componentes. Em componentes importados, o Brasil gastou US$ 17 bi, ou 56% do total, principalmente em partes para telecomunicações, semicondutores e componentes para informática (R$ 10,9 b)i.

Déficit
No acumulado janeiro/setembro, o déficit da balança comercial de produtos do setor eletroeletrônico atingiu US$ 24,560 bi, valor 1,27% abaixo do registrado no mesmo período de 2011 (US$ 24,870 bi). Essa redução decorre de queda das importações (-1,7%), mais que de reação das exportações (-3,4%).

China compra menos
Diz a Abinee que o maior déficit ocorreu com os países da Ásia (US$ 19,3 bi), principalmente com a China (US$ 11,0 bi). Por regiões, a balança só foi superavitária (US$ 1,96 bi) com os países da Aladi,






5 novembro 2012


INFLAÇÃO PERDE EMPUXO
O boletim semanal Focus, divulgado nesta segunda-feira pelo Banco Central, traz previsões de menor inflação nos IGPs, este ano: para o IGP-DI, os analistas reduziram suas projeções de 8,42% para 8,34%. Para o IGP-M, de 8,30% para 7,92%. Para 2013, foram mantidos os 5,16% para o IGP-M e subiu de 5,16% para 5,17% o IGP-DI.

IPCA
E também baixou a alta prevista para o IPCA deste ano: de 5,45% para 5,44%, mais próxima à prevista há um mês (5,42%). Foi mantida a taxa de 5,40% para 2013, menos que os 5,44% de um mês antes. E não mudaram as expectativas para a alta dos preços administrados nos dois anos: 3,50% neste e 3,00% no próximo.

Outubro & novembro
Outubro, diz o Focus, deve ter fechado com IPCA de 0,56%. Para novembro, a estimativa passou de 0,52% para 0,51%. Um mês antes, era projetada em 0,53%.

Juros
Caiu mais um pouco a mediana das projeções para a Selic do próximo ano (de 7,75% para 7,63% anuais) e não mudou a deste exercício (7,25%). Na última reunião do Copom, marcada para este ano, dias 26 e 27, não deve haver mudanças, segundo o Focus.

Câmbio
Subiu R$ 0,01 a estimativa para o câmbio neste fim de ano (de R$ 2,01 para R$ 2,02), mas não mudou a do final de 2013, quando o dólar valerá R$ 2,01.

Mais
Outras projeções do Focus: saldo comercial de US$ 18,200 bi (antes, de US$ 18, 450 bi) este ano e de US$ 15 bi, como antes, em 2013; déficit em conta corrente de US$ 55,730 bi este ano (US$ 55,7 bi antes) e US$ 65,9 bi no próximo (sem mudança). Para o ingresso de capital externo, as estimativas são de US$ 60 bi em cada ano - para este ano, antes eram esperados US$ 59,8 bi. Para 2013, segue a mesma previsão.

PIB & indústria
Se, para a alta do PIB, o mercado financeiro parece ter cravado em 1,54% sua previsão para este ano e 4% para o próximo, não há ainda conta fechada quanto à produção industrial de 2012. No Focus mais recente, as projeções são de queda maior que a antecipada na edição precedente, de -2,10% para -2,31%. Para 2013, mantém-se a expectativa de recuperação, com crescimento de 4,15%.

Preço do carro 1
Este ano deve fechar com deflação no preço médio do carro 0km, informa o jornal O Estado de S.Paulo. Analistas calculam esse recuo em 5,8%, efeito do corte do IPI desde maio. O benefício terminará dia 1º de janeiro, e há expectativa de reajuste no atacado - nada além de 2,1%, ou a metade da inflação do período, segundo esses especialistas.

Preço do carro 2
Diz o jornal que, desde 2002, só em 2004 a alta dos preços dos carros novos superou a inflação e, a partir de 2008, houve recuo. Nesses dez anos, a inflação somou 76%, o preço dos veículos subiu 3,8% na média. A venda de carros novos passou de 1,775 milhão em 2002 e 2,8 milhões em 2008 para os 3,8 milhões previstos neste ano.

Recorde 1
A pouco menos de dois meses para o final do ano, firma-se a previsão de que a Itaipu Binacional vai superar seu próprio recorde mundial de geração de energia elétrica. Até outubro, a usina produziu 82.672.690 megawatts-hora (MWh), mais que os 80.003.695 MWh desse intervalo em 2008, ano do atual recorde, de 94,684 milhões de MWh.

Recorde 2
Para ultrapassar essa marca, a Itaipu vai precisar gerar todo dia, até o final do ano, pelo menos uma média diária de 197 mil MWh, quantidade bem abaixo da produzida nos três últimos meses de 2011, que foi de 253 mil MWh, ou até mesmo quando comparada ao último trimestre de 2008, quando produziu 241 mil MWh/dia. Basta manter a menor média diária para o ano terminar com 95 milhões de MWh gerados - suficientes para o recorde.






1º novembro 2012


BATE-VOLTA NA INDÚSTRIA
Foi 1% menor a produção industrial de setembro, com relação à de agosto, informa o IBGE, efeito de baixa em setores importantes como máquinas e equipamentos (-4,8%), alimentos (-1,9%), indústrias extrativas (-1,6%), bebidas (-2,2%), e veículos automotores (-0,7%). Esta queda se deve a antecipações nos meses anteriores, por conta da redução do IPI, cujo prazo, depois, foi prorrogado. Em outubro, as coisas melhoraram um pouco.

Leia OUTUBRO TERMINA COM BONS SINAIS.

No ano 1
De janeiro a setembro, o recuo foi de 3,5% para o total da indústria, com taxas negativas em 17 dos 27 ramos e 59,6% dos 755 produtos investigados - à frente, os veículos automotores, com queda este ano de 15,4% sobre o anterior.

No ano 2
E, como destaque positivo da dezena de setores em reação neste 2012, as principais influências sobre o total da indústria são as de refino de petróleo e produção de álcool (4,3%), outros produtos químicos (3,9%) e outros equipamentos de transporte (7,7%).

Mais
O Brasil produz mais gasolina automotiva, óleo diesel e outros óleos combustíveis, herbicidas para uso na agricultura e tintas e vernizes para construção, no segundo, e aviões.

Setembro/setembro
Na comparação com setembro de 2011, a queda é de 3,8%, a 13ª seguida nesse confronto. No acumulado de 12 meses, baixa de 3,1%, prosseguindo a trajetória descendente iniciada em outubro 2010. De janeiro a setembro, recuo de 3,5%.

Maior
Nesses 12 meses, entre os ramos que ampliaram a produção, os desempenhos de maior peso sobre a média global foram os da indústria farmacêutica (6,0%) e de outros equipamentos de transporte (como aviões, 4,4%).

Menor
Na comparação setembro/setembro, 19 dos 27 setores pesquisados pelo IBGE tiveram menor produção: a baixa de 9,7% na indústria de alimentos foi a de maior influência negativa na formação da média da indústria. Nesse setor, aproximadamente 70% dos itens tiveram recuo, com destaque para a menor fabricação de açúcar cristal e sucos concentrados de laranja. Em seguida, foram fortes as contribuições negativas as dos setores de máquinas e equipamentos (-11,2%), veículos automotores (-7,2%), máquinas para escritório e equipamentos de informática (-25,9%), metalurgia básica (-5,7%), edição, impressão e reprodução de gravações (-6,3%), material eletrônico, aparelhos e equipamentos de comunicações (-11,2%) e indústrias extrativas (-4,1%).

Menos
Neste intervalo, o Brasil produziu menos caminhões, caminhão-trator para reboques e semi-reboques, autopeças, motores diesel e peças e acessórios para o sistema de motor, computadores e monitores de vídeo, fornos de micro-ondas, livros, CDS e jornais, televisores e telefones celulares, centros de usinagem para trabalhar metais, carregadoras-transportadoras, motoniveladores, compressores usados em aparelhos de refrigeração e aparelhos ou equipamentos de ar condicionado para uso central, lingotes, blocos, tarugos ou placas de aços ao carbono e barras de outras ligas de aço, além de minério de ferro e óleos brutos de petróleo.

Mais
E dos 8 entre 27 setores com maior produção, os principais impactos positivos foram os da indústria farmacêutica (13,7%), de refino de petróleo e produção de álcool (6,3%) e outros equipamentos de transportes (12,1%). Aqui, o destaque para maior oferta veio de aviões, medicamentos, gasolina automotiva, óleo diesel e outros óleos combustíveis.

Alerta
Entre as categorias de uso, o segmento de bens de capital (-14,1%) sofreu a redução mais elevada, com destaque para o recuo de 9,0% registrado por bens de capital para equipamentos de transporte, ainda bastante pressionado pela menor fabricação de caminhões e partes, como chassis com motor para caminhões e ônibus. O recuo neste semento comprova que os investimentos industriais continuam retraídos.

Alta solitária
A produção de bens de consumo duráveis (2,9%) foi a única com aumento entre as categorias de uso, com o detalhe de ser este o segundo resultado positivo consecutivo após onze meses seguidos de taxas negativas em comparação anual.

Mais & menos
Base da alta foi a maior fabricação de automóveis (17,7%) e de eletrodomésticos da linha branca (8,6%), compensando a menor produção de motocicletas (-29,5%), telefones celulares (-10,2%), eletrodomésticos da linha marrom (-16,5%) e de artigos do mobiliário (-1,1%).

Saldo no ano
Informa o Ministério do Desenvolvimento: de janeiro a outubro, a balança comercial registra saldo de US$ 17,386 bi, valor 31,62% inferior ao do mesmo período de 2011 (US$ 25,422 bi), resultado de exportações de US$ 202,362 bi e importações de US$ 184,976 bi.

Saldo no mês
Em outubro, o superávit foi de US$ 1,662 bi, o pior para meses de outubro desde 2009 e 29,5% menor que o de um ano antes (US$ 2,359 bi). As exportações somaram US$ 21,766 bi e as importações, US$ 20,104 bi.

Mil vezes maior
Está no Diário Oficial e entra em vigor nesta quinta-feira, 1º de novembro, a Resolução 253/2012, da Anac, pela qual pode subir até 1.000 vezes o valor de multas por infrações que causem grave dano à prestação de serviços aéreos ou aos usuários. A multa maior, até a véspera, era de R$ 20 mil.

Menos voos
Informa a Iata: em setembro, aumentou 4,1% o número de viagens aéreas globais, abaixo do crescimento de agosto (5,3%) e da média do primeiro semestre (6%).






31 outubro 2012


NÍVEL DE OCUPAÇÃO SE MANTÉM
Informa o Dieese: nos 12 meses até e setembro, o nível de ocupação cresceu 2,6% no conjunto das regiões metropolitanas das regiões metropolitanas de Belo Horizonte, Fortaleza, Porto Alegre, Recife, Salvador e São Paulo e o Distrito Federal. Foram abertos 509 mil postos de trabalho, número inferior ao de pessoas que procuravam ocupação (645 mil), resultando daí contingente de desempregados aumentado em 136 mil pessoas. Assim, a taxa de desemprego total subiu de 10,6% para 10,9%.

Queda
Em 12 meses, a taxa de desemprego total diminuiu em Belo Horizonte, Porto Alegre, Recife e no Distrito Federal; aumentou em Salvador e em São Paulo; e permaneceu relativamente estável em Fortaleza. O nível de ocupação elevou-se no DF (3,6%) e em cinco das seis regiões: 5,0% em Salvador, 3,4% no Recife, 3,0% em São Paulo, 1,8% em Fortaleza, 1,5% em Belo Horizonte. Só caiu (0,8%) em Porto Alegre. Explica o Dieese que a taxa de desemprego aberto passou de 8,1% para os atuais 8,4% e a de desemprego oculto, de 2,4% para 2,5%.

Alta
Em termos setoriais, a ocupação aumentou em serviços (556 mil postos de trabalho, ou 5,1%) e, com menor intensidade, na construção (8 mil, ou 0,5%) e no comércio e reparação de veículos (12 mil, ou 0,3%). Caiu na indústria (-64 mil, ou -2,1%).

Carteira assinada
O número de assalariados cresceu 2,4%, nesses 12 meses, sendo que, no setor privado, cresceu o contingente de pessoas com carteira de trabalho assinada (4,0%) e diminuiu o dos sem registro (-0,6%). Avançaram os grupos de autônomos (4,1%), empregados domésticos (1,3%) e dos classificados em outras posições (2,1%).

Ordenado 1
Quanto aos rendimentos médios reais, cresceram os dos ocupados (4,6%) e dos assalariados (3,4%). Por regiões, os ocupados tiveram maiores altas em São Paulo (8,5%), no Recife (3,8%) e em Fortaleza (5,6%). Houve queda em Belo Horizonte (-2,7%), Distrito Federal (-1,1%), Salvador (-0,5%) e Porto Alegre (-0,3%).

Ordenado 2
A massa de rendimentos reais teve alta de 7,7% no conjunto dos ocupados e de 6,4% no dos assalariados, resultado decorrente de aumentos do nível de ocupação e do rendimento médio real.

Alta no atacado
Em setembro, o Índice de Preços ao Produtor (atacado), medido pelo IBGE, variou 0,72%, mais que em agosto (0,52%), acumulando alta de 6,99% em 12 meses e de 6,35% desde janeiro. O indicador de 12 meses até agosto foi de 7,53% e o do acumulado no ano, de 5,59%. O IPP mede a evolução dos preços de produtos na porta de fábrica, sem impostos e fretes, de 23 setores industriais.

Maiores 1
Em setembro, 15 dessas atividades apresentaram alta de preços, uma a menos que em agosto. As quatro maiores elevações mensais foram as de bebidas (4,62%), outros produtos químicos (3,84%),equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (2,27%)e máquinas, aparelhos e materiais elétricos (1,36%).

Maiores 2
De janeiro a agosto, as maiores altas são as de alimentos (15,34%), fumo (15,18%), bebidas (11,89%) e papel e celulose (9,49%). E em 12 meses, fumo (19,39%), bebidas (19,08%), alimentos (15,49%) e outros equipamentos de transporte (12,01%).

Anote
Detalhes: o IBGE anotou que os preços de alimentos caem desde julho. No atacado de refino de petróleo e produtos de álcool, a alta deste ano é de 4,31% e, em 12 meses, de 5,28%. Quanto aos veículos, o preço caiu de agosto para setembro (0,77%), acumulando desde janeiro aumento de apenas 0,74% e, em 12 meses, de 2,42%.






30 outubro 2012


RECESSÃO VAI CHEGANDO À EUROPA
Analistas estimam que o PIB da Europa encolheu no terceiro trimestre, após queda de 0,2% no segundo trimestre, o que, tecnicamente, significa a chegada da primeira recessão desde 2009.

Melhora
Ainda negativo, o índice de confiança do consumidor da Zona do Euro teve leve recuperação, de setembro para outubro, passando de -25,9 pontos para -25,7, informa a Comissão Europeia.

Piora
Mas o índice de confiança da indústria recuou, no mesmo intervalo, de -15,9 em setembro para -18,0 pontos, assim como o de serviços, de -11,9 para -12,1 pontos. O ambiente para os negócios piorou de -1,34 para -1,62, o mais fraco desde setembro 2009 .

Made in Japan
Informa o governo do Japão: a produção industrial recuou 4,1%, de agosto para setembro, efeito direto da desaceleração global. Em agosto, a produção caíra 1,6% sobre a de julho. Para este mês, a projeção é de outra baixa (1,5%), com alta em novembro (1,6%).

Bom sinal 1
Aumentaram 11% as encomendas de máquinas industriais na Alemanha, na comparação setembro/setembro, informa a Federação Alemã de Engenharia. É a primeira alta em um ano. Houve maior crescimento (24%) nos pedidos de países fora da Zona do Euro. As encomendas internas caíram 14%.

Bom sinal 2
Para a entidade, deve-se ter em conta que os dados de 2011 eram muito baixos e sinais mais claros de crescimento são esperados no futuro. A Federação reúne 30 companhias do setor, principalmente de pequeno e médio portes.

Aqui, sobe a confiança
A demanda vai melhorar, como sempre, por causa das festas de final de ano e do 13º salário, refletindo em saldo positivo no indicador de confiança do empresário do comércio em outubro, confirma a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo. O Índice de Confiança do Empresário do Comércio subiu 2,2% este mês, sobre setembro.

Mais 7% este ano
De agosto para setembro, a alta fora igual e é a terceira seguida. Sobre outubro 2011, o sinal ainda é negativo (- 1,6%), assim como (-3,4%) no trimestre agosto a outubro. Mesmo se persistem ameaças (alta da inflação, efeitos o da crise da dívida soberana externa na economia brasileira), a CNC mantém estimativa de vendas 7% maiores no varejo, este ano.

Outubro melhor
Em outubro, houve avanços no Índice de Expectativas (2%), no Índice de Condições Atuais (2,9%) e no Índice de Investimentos (2%). Entre os fatores da melhora, as medidas de estímulo à recuperação da atividade econômica - reduções fiscais, de juros e de custos trabalhistas - ao lado da manutenção do emprego e da renda.

Bom emprego
Pesquisa da Michael Page, especializada em recrutamento em alta gestão, informa ter sido de 19% o aumento no volume de contratações no primeiro semestre deste ano sobre o do ano anterior. Neste segundo semestre, a tendência se mantém, com demanda firme por gestores de recursos e para áreas de controle, principalmente em bancos comerciais e de investimentos. Para 2013, a estimativa é de crescimento ainda maior, de até 40%.

Setembro melhor
Informa a Abinee: o emprego no setor eletroeletrônico cresceu 0,54% de agosto para setembro, com abertura de 980 vagas, o que eleva para 183.630 o número total de empregados nas indústrias. De janeiro a setembro, foram contratados 3.320 trabalhadores, ou seja, 1,84% sobre os 180.310 do final de dezembro 2011.

Ritmo menor
Mesmo com esse crescimento, o nível de contratações teve retração de 48%, de janeiro a setembro deste ano em relação ao mesmo período do ano passado, quando haviam admitidas 6.360 pessoas. Sobre o mesmo intervalo em 2010, o recuo é maior, 76%, pois naquele ano haviam sido abertas 13.800 vagas nesses meses.

Irrigando o campo 1
Informa o Ministério da Agricultura: o Programa ABC, financiamento para as chamadas boas práticas agrícolas, liberou crédito de R$ 600,6 milhões nesta safra, pouco menos de 18% da verba de R$ 3,4 bi, disponível até o ano que vem.

Irrigando o campo 2
O Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural, financiamento favorecido (juros anuais de 5%) para custeio liberou R$ 2,2 bi e quase R$ 500 milhões para investimento. A verba total é de R$ 4 bi.

Irrigando o campo 3
Resultados de outros programas: pelo Moderagro, R$ 111 milhões, e pelo Moderinfra, R$ 58,8 milhões (nos dois, juros anuais de 5,5%); R$ 1,8 bi pelo Programa de Sustentação do Investimento (aquisição de máquinas agrícolas, equipamentos de irrigação e estruturas de armazenagem, com juros de 2,5% ao ano).






29 outubro 2012


INFLAÇÃO SOBE. PIB PARA DE CAIR
No boletim Focus desta semana, os sinais são de que a inflação deste ano vai ser, mesmo, maior que a inicialmente esperada e a de 2013 pode ter resultado inverso. Ou seja, este ano terminará com IPCA de 5,45% (na projeção anterior, 5,44%) e, ano que vem, de 5,40% (antes, 5,42%). E este mês deve terminar com IPCA de 0,56% (antes, 0,55%) e de 0,52% no próximo.

PIB & indústria
Quanto ao PIB, parece firmar-se a projeção de alta de 1,54% este ano e 4% no seguinte. E a produção industrial continua em passo de tartaruga: aumentou a perspectiva de recuo este ano (de 2,06% para 2,10%) e caiu a projeção de avanço no próximo (de 4,2% para 4,15%). Leia MELHORAM OS SINAIS VITAIS

Juros
Para a Selic, na análise da centena de economistas ouvidos pelo Banco Central para elaboração do boletim, o patamar atual, de 7,25% ao ano, foi mantido e, para 2013, depois de três semanas sem mudança, a previsão recuou de 8,0% para 7,75%.

Câmbio
As projeções do mercado para o câmbio no fim deste ano e de 2013 não se alteraram e firmaram-se em R$ 2,01, com médias de R$ 1,95 e R$ 2,01, em cada ano.

Déficit & dívida
O déficit em conta corrente foi revisado para baixo este ano (de US$ 56 bi para US$ 55,7 bi) e mantido para 2013 (US$ 65,9 bi). Também igual a previsão sobre a relação dívida líquida do setor público/ PIB: 35,2% agora e 34% em 2013.

Saldo comercial 1
Aumentou, no Focus, a previsão de saldo na balança comercial, de US$ 18,090 bi para US$ 18, 450 bi este ano, sem alteração para 2013 (US$ 15 bi). E foram mantidas as estimativas para ingresso do investimento estrangeiro direto, de US$ 59,7 bi em 2012 e de US$ 60 bi em 2013.

Saldo comercial 2
O Ministério do Desenvolvimento divulgará, nesta quinta-feira, dia 1º de novembro, os dados da balança comercial de outubro e os números das últimas semanas do mês.

Saldo comercial 3
De janeiro a setembro, intercâmbio de mercadorias tipicamente produzidas pela indústria de transformação chegou ao déficit de US$ 38,7 bi, um recorde. No mesmo período, ano passado, o déficit era menor, US$ 35,3 bi.

Fatia da indústria 1
O Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial ressalta outro problema: desde 1989, para esse mesmo período de janeiro a setembro, os 58,3% de produtos industriais na pauta total são a segunda menor participação, perdendo só para a de 2011. Pior: essa participação vem caindo desde 2006, na mesma comparação.

Fatia da indústria 2
Em contrapartida, os bens industriais do setor extrativo mineral e do agronegócio conseguiram uma vez mais reverter o sinal da balança, resultando em superávit de US$ 15,7 bi no ano. Mesmo assim, é os segundo menor saldo positivo desde 2002, só perdendo para o de janeiro-setembro 2010.

A questão da tecnologia
Outro sinal amarelo: considerando a intensidade tecnológica dos bens importados, o saldo comercial é pior entre os produtos de alta e média-alta intensidade. A de baixa intensidade foi a única superavitária.

Alta
Na faixa de alta intensidade tecnológica, o déficit este ano é de US$ 22,6 bi. Estão nesta faixa equipamentos aeronáuticos (os únicos com superávit), bens de informática e de escritório, equipamentos médicos, óticos e de precisão, aparelhos de áudio, vídeo e telecomunicações e componentes.

Média
Na faixa de média-alta intensidade, saldo negativo de US$ 39,3 bi (produtos automobilísticos, de máquinas e equipamentos e de produtos químicos). Na de média-baixa intensidade tecnológica, resultado negativo de US$ 5,5 bi (produtos metálicos, derivados do petróleo refinado, álcool e afins).

Baixa
Na faixa de baixa intensidade tecnológica, a única com superávit, de US$ 28,7 bi, as exportações somaram US$ 42,6 bi. Estão nesta faixa produtos dos setores têxtil e de vestuário, calçados, couro, etc.

Bebidas
De janeiro a setembro, o Brasil exportou 10% mais bebidas que no ano anterior, mesmo período, faturando US$ 232,1 milhões, um recorde na série iniciada em 1997, informa o Ministério da Agricultura. Do total, as bebidas alcoólicas significaram US$ 79,5 milhões (+14,7% nessa comparação), as não alcoólicas, US$ 10,4 milhões (+ 10,6%), e as preparações, US$ 142,2 milhões (+8,6%).

Mais e menos voos
Informa a Anac: as viagens aéreas no país tiveram aumento de 7,65% neste setembro sobre o de 2011, com menor oferta de assentos (2,13%) e maior taxa média de ocupação (de 68,71% para 75,57%, no mesmo intervalo). E os voos internacionais realizados por companhias brasileiras foram, este setembro, 2,43% inferiores aos de um ano antes, com menor oferta de assentos (2,66%) e maior taxa média de ocupação ( de 82,60% para 82,80%) - a melhor para setembros desde 2000.

No ano
De janeiro a setembro, os voos domésticos tiveram fluxo de passageiros 7,30% maior, para uma oferta 5,52% maior, sempre na comparação com o mesmo período de 2011. A taxa de ocupação passou de 70,81% para 72,01%. E o número de voos internacionais recuou 0,12%, com menor oferta de assentos (2,12%) na mesma base de comparação. A taxa de ocupação subiu 0,23%, de 82,60% para 82,80% - também a melhor em todos os setembros desde 2000.

Bola de cristal na TI
Os gastos com tecnologia da informação no Brasil ensaiam fechar o ano US$ 126,3 bi e, o próximo, com US$ 133,9 bi, aumento de 6%, segundo a consultoria Gartner. Em 2013, os gastos com dispositivos (PCs, tablets, celulares e impressoras) somarão é US$ 24,3 bi, ou 7% mais que em 2012.Na área de software, somarão US$ 5,3 bi, ou 15,2% mais. Na de centros de dados, US$ 3,1 bi, ou 10,7 mais. Na área de serviços de telecomunicações, US$ 85,7 bi, ou 5,2% mais.






26 outubro 2012


CONSUMO & CAUTELA
Saiu a prévia do Índice de Confiança do Consumidor, medido pela FGV: neste outubro, o ICC recuou 0,3%, passando de 122,1 para 121,7 pontos, mantendo-se bem acima da média histórica de 112,2 pontos. O ICC vai de 0 a 200 e pontuação acima de 100 indica confiança.

Presente & futuro
A relativa estabilidade neste mês resulta de contínua percepção de melhora na situação atual, mas com menor otimismo quanto à possibilidade de novos ganhos nos meses seguintes. A avaliação do presente avançou 1,0% (de 136,4 para 137,7 pontos) e a do futuro caiu outro tanto (de 115,0 para 113,8 pontos).

Melhor agora
Detalhe: a avaliação do presente está em alta desde agosto, depois de quedas de abril a julho. A situação atual é boa para 24,9% das pessoas (antes, para 24,5%) e vai mal para 20,3% (antes, para 21,3%).

Vamos às compras?
Agora, os entrevistados se mostraram menos animados (-1,8%) a fazer compras de bens duráveis, os mais caros. O número dos que projetam comprar mais diminuiu de 17,5% para 16,2%. E a dos que preveem comprar menos aumentou de 28,8% para 29,1%.

Sondagem
A FGV faz sua Sondagem de Expectativas do Consumidor com base em mais de 2 mil entrevistas em sete das principais capitais.

Devo, não nego...
Informa a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor, da Confederação Nacional do Comércio, divulgada nesta quinta, dia 25: entre as famílias brasileiras, quase 60% têm algum tipo de contrato de dívida (58,9% em setembro e 59,2% em outubro), mas só uma pequena parte não tem condições de pagar contas ou dívidas atrasadas (7,1% em setembro e 7,0% em outubro).

... pagarei quando puder
Na comparação de outubro 2011 com o deste ano, a CNC apurou melhora em todos os indicadores: as famílias inadimplentes em 21,3% do total e as sem condições de pagamento, 8,2%. Mas de setembro para outubro, passou de 19,1% para 20,5% o número de famílias com dívidas ou contas em atraso. Em setembro, a CNC apurara o menor índice de atraso em dois anos.

Menos aço 1
A venda de aço plano somou 353,8 mil toneladas em setembro, ou 9,1% menos que a de um ano antes e 6,6% menos que um mês antes, informa o Instituto Nacional dos Distribuidores de Aço. Os distribuidores compraram, das siderúrgicas, 340,8 mil toneladas, ou 3,1% mais na comparação anual e 9,7% menos na mensal. As importações de aço somaram 176,8 mil toneladas, com aumento mensal de 8,1% e recuo anual de 18,9%.

Menos aço 2
Com isso, o giro de estoques em setembro ficou em 2,7 meses, ante 2,5 meses em agosto. Em volumes, os estoques caíram 1,4% no mês, para 949,3 mil toneladas.

Mais aço
De janeiro a setembro, as vendas subiram 0,7% sobre o mesmo período de 2011, e as compras cresceram 4,1%. Para outubro, a previsão do Inda é de que tanto as compras quanto as vendas dos distribuidores cresçam em aproximadamente 12%.

De mais & de menos
Informa a Associação Brasileira de Odontologia: são estimados em 27 milhões os brasileiros que nunca foram a um dentista, mas há 22 mil equipes de saúde bucal no país, segundo o Ministério da Saúde. Isso significa que, mesmo com maior número de dentistas do mundo, há má distribuição geográfica desse pessoal, o que prejudica o país.

Risco
Em 2012, até 7 mil pessoas serão diagnosticadas com câncer de boca, provocado, entre outros fatores, por fumo, álcool, sol sem proteção, falta de atendimento odontológico.






24 outubro 2012


MENOS CANA, AÇÚCAR E ÁLCOOL
Mesmo com avanço na primeira quinzena do mês, as vendas de etanol acumuladas desde o começo da safra (abril) até 15 de outubro ainda estão 2,25% abaixo das ocorridas no mesmo período do ano passado, somando 11,670 bilhões de litros, informa a entidade dos produtores, a Unica. Desse total, 9,730 bilhões de litros foram destinados ao mercado doméstico (3,650 bilhões de etanol anidro e 6,080 bilhões de hidratado) e 1,940 bilhão à exportação.

Cana
O volume de cana-de-açúcar processado pelas unidades produtoras da região Centro-Sul do Brasil soma 419,35 milhões de toneladas, com retração de 4,04% sobre o total de igual intervalo em 2011. No começo de outubro, houve melhor aproveitamento de moagem.

Produtividade
A produtividade agrícola está maior que a do ano passado, 74,0 toneladas por hectare agora e 64,4 toneladas antes, confirmando o processo de recuperação das perdas agrícolas obtidas no inicio da safra. A quantidade de Açúcares Totais Recuperáveis por tonelada de cana-de-açúcar atinge 135,15 kg, com retração de 1,84% sobre a anterior.

Açúcar & álcool
Desde o inicio desta safra, a produção é de 26,790 milhões de toneladas de açúcar, 3,74% menos que no mesmo período de 2011. E a de etanol é de 16,740 bilhões de litros, sendo 10 bilhões de litros de hidratado e 6,740 bilhões de litros de etanol anidro, com recuos de 4,01% e de 10,24%, pela ordem e na mesma base de comparação.

Parada
O setor eletroeletrônico, após esboçar reação na pesquisa de agosto, voltou a mostrar indicadores desfavoráveis no mês de setembro. Em sondagem da entidade do setor, Abinee, o percentual de empresas que indicou crescimento nas vendas/encomendas em relação ao igual mês do ano anterior recuou de 43%, em agosto, para 27%, em setembro. Ao mesmo tempo, subiu 20 pontos percentuais o total de respostas que observou queda (51%).

Pico & piso
Informa a consultoria PwC Brasil: fusões e aquisições continuam em alta no país, com 590 transações fechadas de janeiro a setembro, 5,4% mais que no mesmo período de 2011. Em maio, bateu-se o recorde do ano, com 88 operações, efeito de mudanças regulamentares estabelecidas pelo Cade. De lá para cá o número caiu e em setembro bateu no piso, com 57 transações.

Casa própria 1
Informa a Abecip: de janeiro a setembro, o Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo destinou R$ 58,6 bi a financiamentos imobiliários, com leve recuo (0,5%) sobre o total liberado um ano antes. Foram financiadas 332,4 mil unidades, ou 9,3% menos que um ano antes. Este ano, espera-se movimento de R$ 95,9 bi no crédito imobiliário que, em 12 meses, já tem alta de 5% sobre o mesmo intervalo anterior.

Casa própria 2
Em setembro, os recursos para compra e construção de imóveis foram de R$ 6,910 bi, ou 16% menos que em agosto e 6% menos que um ano antes. Foram financiados 37,7 mil imóveis, ou 17,5% menos que em agosto e 14,5% menos que em setembro 2011.






23 outubro 2012


 



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