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FÉRIAS PRA QUE TE QUERO?



Por lei, é de 30 dias por ano o período de férias para trabalhadores registrados no Brasil, na Espanha, e na França. E a praxe é o trabalhador gozar todo o período. As férias regulamentares são de 25 dias no Reino Unido, na Noruega e na Suécia, e todos os dias são aproveitados. Mas não passam de 10 dias em países como Coreia e China.

Detalhe: na Itália, a média de aproveitamento é menor que em quase todo o mundo: 20 de 28 dias disponíveis por lei.

Na Coreia do Sul e em Taiwan, as férias legais são as menores do mundo: 10 dias, dos quais os coreanos aproveitam 7 e os taiwaneses, 8.

Nos EUA, as férias legais são pequenas, 12 dias. E a média de aproveitamento também, 10 dias.

A pesquisa é da agência de viagens Expedia, que ouviu 8 mil pessoas em todo o mundo. Outro estudo, da Mercer, diz que os maiores períodos de férias, 30 dias, no mundo, são os acima citados, mais Finlândia. Contando os feriados, o Brasil fica em primeiro lugar nessa lista.

Na Austrália, as férias são de quatro semanas. Na Alemanha, de 24 dias por ano sem contar domingos e feriados. Na Argentina, 14 dias corridos para quem trabalhou meio ano e, mais que isso, mais um dia por mês, mas com teto máximo de 35 dias.

E períodos menores são os da Índia (12 dias) e da China (10 dias). No Japão, depois de seis meses, 10 dias, subindo para 12 depois de 24 meses de emprego sem interrupção. Poucos conseguem mais de 20 dias de férias, mas há uma vantagem: há 14 feriados nacionais. No México, as férias são de 6 dias após o primeiro ano de trabalho, aumentando dois dias a cada ano até chegar ao máximo de 12 dias em quatro anos. A partir daí, dois dias a cada cinco anos. No Canadá, 10 dias, podendo chegar a duas semanas dependendo do governo local.

Feriados & folgas
Outra pesquisa, esta realizada pela Federação das Indústrias do Estado de Rio de Janeiro, os feriados brasileiros causam prejuízo de até R$ 45 bi, dos quais a maior parte (R$ 15 bi) em São Paulo, seguindo-se Rio (R$ 5 bi), Minas (R$ 3,6 bi) e Rio Grande do Sul (R$ 2,9 bi).

Nos Estados com maior número de feriados, essa folga chega a 5,3% do PIB industrial. Mas as menores perdas não são menores que 4% desse PIB. O pior, diz o estudo da Firjan, é o hábito brasileiro de enforcar dias úteis entre feriados nacionais, prática também chamada de ponte ou emenda.

E o seguro saúde?
Este ano, as empresas estão oferecendo a cada funcionário um plano de saúde com custo médio de US$ 10,5 mil/ano, revela a Pesquisa de Planos de Saúde, realizada pela consultoria Mercer e divulgado esta semana. Esse custo médio aumentou 4% sobre o do ano anterior, quando a alta fora maior (6%).

Na pesquisa, foram incluídas mais de 2 mil i organizações públicas e privadas com dez empregados, no mínimo. A baixa de custo, diz a consultoria, decorre da substituição de funcionários de salário maior por outros, com rendimento menor, fenômeno observado em quase todo o mundo. Sem isso, o custo unitário dos planos de saúde teria aumentado mais de 7%.

Para 2014, as empresas estão prevendo gastos maiores, também decorrentes da redução do desemprego. Este ano, houve ligeiro aumento (de 55% para 59%) no número de empresas que oferecem cobertura de saúde a seu pessoal. O número havia caído no ano anterior.

Detalhe: o aumento foi maior entre os pequenos e médios empregadores (de 10 a 49 funcionários), normalmente os menos propensos a oferecer plano de saúde e os mais rápidos a cortá-los quando os custos sobem.

(20/11/2012)