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FAZER A FEIRA FICOU 25% MAIS CARO



Em um ano, de novembro 2011 a outubro 2012, subiram mais de 25% os preços de hortaliças, legumes e frutas vendidos em feiras-livres, hortifrútis e supermercados, segundo pesquisa da FGV.
Essa elevação, 25,61%, supera a inflação média de 5,97%, acumulada pelo IPC/FGV no mesmo período. O aumento foi maior em legumes e hortaliças (37,10%) e bem menor em frutas (12,32%).

A cesta analisada incluiu 27 produtos nenhum subiu abaixo dessa média geral, de 5,97%. Quem encareceu menos foi a banana nanica (6,38%) e, entre as frutas, a FGV até achou duas baixas de preço: laranja pera (-8,12%) e mamão formosa (-0,33%).

Os aumentos de maior peso no consumo rotineiro de hortaliças e legumes foram os do preço de batata (74,51%), cebola (56,84%), tomate (54,62%) e alho (42,68%). Mas as altas ainda maiores foram as da mandioca (61,42%) e inhame (70,48%), menos consumidos e mais fáceis de substituir por produtos mais baratos. O menor aumento foi o da couve (8,19%). Entre as frutas, a maior alta foi sentida no mamão papaia (67.57%), seguido por tangerina (42,94%) e melancia (29,63%).

Segundo a FGV, na compra de hortaliças, legumes e frutas, as famílias comprometem, em média, 2% de seu orçamento.

Coisas da estatística
Coisas da matemática e da estatística: o Índice Geral de Preços-Disponibilidade Interna de outubro teve deflação de 0,31%, a maior desde julho 2009, o ano da marolinha, quando o IGP-DI caiu 0,64%. Coisa boa! Será?

A baixa, explica o expert da FGV, Salomão Quadros, se deve ao recuo de mais de 8% no preço de soja no atacado, com reflexos de queda também no varejo, nos preços de óleo de soja e de carnes (ração animal leva muita soja). A inflação dos alimentos já está em desaceleração (de 1,23% para 0,67% de setembro para outubro).

No outro indicador divulgado esta semana, o IPCA, foi de 4,83% a alta acumulada de janeiro a outubro, período em que a inflação do salário pago ao empregado doméstico somou 11,08%. Ou seja, no IPCA deste ano, o peso maior foi esse.

O IBGE listou 23 produtos de largo consumo e cuja alta significou, no ano, a maior parte da inflação (3,52% ou 73% do total). Entre esses 23, são alimentos 9: arroz (29,81%), pão francês (10,21%), batata (57,65%), frutas (9,16%), carnes industrializadas (9,15%), e tomate(33,40%), por exemplo.

(09/11/2012)