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SALÁRIOS VÃO CRESCER MENOS DE 2% NO MUNDO



Pesquisa de tendências salariais, realizada pela consultoria ECA International, especializada em gestão internacional da alocação de trabalhadores, indica que, ano que vem, os ordenados e gratificações vão subir, em média, 5,5%, menos que os 5,6% de 2012. Se a inflação em 2013 for de 3,7% (como previsto), o aumento médio real será de 1,9% - o mesmo deste ano. A pesquisa coletou informações de 322 multinacionais em 65 países.

No Brasil, a alta prevista é de 7,5%, menor que os 8% deste ano, maior que a média global e bem menor que a regional (12,2%). Com a inflação prevista em 4,9%, o aumento real será de 2,6%, maior que o dos últimos anos, segundo a consultoria. Há dois anos, houve queda real.

A campeã em aumentos será a América Latina, com 12,2% em média (12,7% este ano). Haverá picos de 28,1% na Venezuela e de 23,5% na Argentina. Ocorre, porém, que a inflação venezuelana está projetada para 28,9%, eliminando qualquer ganho real. E, na Argentina, a insegurança no cálculo da inflação real também não permite estimar aumentos reais muito significativos.

No Chile, que tem registrado as maiores taxas de crescimento do PIB, este ano, é previsto aumento salarial de 4,6% em 2013, menor que os 5,2% deste ano. Descontada a inflação, o ganho real será de 1,6%, abaixo dos 2,1% de 2012.

Segue-se a região Ásia-Pacífico, com reajustes projetados de 6,2% nos salários em 2013. Na China, o aumento será de 8,5%. Em Cingapura e Hong Kong, de 4,5%. No Japão, de 2%. No Vietnam, de 12%, com aumento real de 5,8%, o maior na região.

No Oriente Médio, as empresas estão prevendo conceder aumentos salariais de 5.2% em média em 2013.

Nos EUA e no Canadá, a previsão é de aumentos salariais de 3% em média - como em 2011 e 2012.

Na Europa Ocidental, o reajuste médio projetado é de 2,8% e na Europa Oriental, de 4,3%. Na média, os europeus terão aumento de 3,3%, abaixo dos 3,5% deste ano - a alta real é estimada em 1,3% no próximo ano.

Na Rússia, serão aplicados os maiores aumentos (9%) da região. Na Grécia e na Suíça, os menores (2%). Como a inflação suíça é muito baixa, o país registrará um dos mais importantes aumentos reais na Europa toda. O menor aumento real será o da Espanha (1%).

Na maior economia europeia, a Alemanha, o reajuste projetado é de 3%, que, sem a inflação, resultará em ganho real de 1,1%. Na França, a segunda maior, a alta será de 3%, ou 2% descontada a inflação, mais que o 1,1% deste ano.

As atuais incertezas econômicas na Europa e as persistentes preocupações com os EUA afetarão os aumentos salariais em termos globais e, na "vasta maioria dos países pesquisados, os aumentos salariais previstos para o próximo ano são os mesmos ou menores do que no ano passado", diz nota da consultoria. "Isso reflete a incerteza de muitas empresas sobre o seu desempenho financeiro no próximo ano."

(21/11/2012)