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FALTA MUITO



Para voltar a crescer acima de 5% ao ano - e neste ano, o Pibinho vai ficar abaixo de 2% - a economia brasileira tem de garantir, antes, inflação anual abaixo de 5%, poupança de 25% do PIB e investimentos públicos e privados, incluindo os estrangeiros, da ordem de 22% do PIB, no mínimo.

A inflação está na bitola, mas a poupança não tem passado de 16% e os investimentos, de 17%.

E para que o crescimento tenha caráter também qualitativo e não apenas quantitativo, é preciso fazer cada vez mais com cada vez menos. Ou seja, realizando produtos e serviços cada vez melhores a preços e custos cada vez menores - ou pelo menos estáveis.

Fazer mais com menos tem nome próprio: produtividade.

No Brasil, o índice de produtividade da economia, que já foi de 4,5% do PIB no regime militar, despencou nos governos Sarney, Collor e Itamar.

Com o Plano Real, recuperou-se para 3% nos governos FHC e Lula. Agora, não passa de 1,5%.

Ora, com esse ganho de produtividade macroeconômica de apenas 1,5% no capital, no trabalho e demais fatores de produção, o PIB nunca vai conseguir flutuar acima de 3% por dois, três ou mais anos seguidos. Com ou sem as reformas ainda por fazer, com ou sem as crises lá fora, com ou sem os apagões aqui dentro, incluído o apagão moral, a economia brasileira já está condenada a se contentar com PIB de 2% a 2,5%.

Nesta primeira metade do governo Dilma, não tem passado de 2,2% - abaixo dos 4,1% do Lula e dos 2,3% do FHC.

(09/08/2012)