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SINAL AMARELO



Com o corte de mais meio por cento na taxa básica de juros da economia, a Selic, o mercado já aposta em mais uma tesourada na reunião de 29 de agosto - também de meio por cento. O corte desta quarta-feira foi o oitavo consecutivo. Há exatamente um ano, a Selic estava em 12,50% ao ano. Agora, até agosto, vale 8%.

Este afrouxamento dos juros na base e na ponta tem duas explicações.

A primeira: a Selic andava nas nuvens, refém do velho arrocho monetário na categoria do mal desnecessário. A segunda: combinação de sinal verde na inflação abaixo de 5% e sinal amarelo no PIB abaixo de 2%.

Jogar com juros reais de 3% na base interbancária constitui uma reviravolta de política monetária. No rumo certo, no ritmo certo, cá entre nós.

Não se trata de farra de crédito. No mercado global, a taxa real anda pela média de 2,7% nos emergentes e abaixo de zero, negativos, nos países desenvolvidos.

Ademais, enquanto lá fora a oferta bancária parea investimentos produtivos, para giro, para produção e para consumo trafega entre 70% e 120% do PIB, a nossa somente agora emplaca 50% do PIB.

Pelo cheiro da brilhantina, a caminho de 70% até o inverno de 2014.

(11/07/2012)