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DE JUROS, CRISE E AMBIENTE



Caíram, mas é preciso olhar bem - esta é a recomendação de Petenucci, de Campinas. E Perez, de Catalçao, desconfia da Rio+20.

Paulo Petenuci, funcionário público em Campinas (SP), conta que foi "até à agência do Banco do Brasil para renegociar um empréstimo, depois de ouvir vários anúncios sobre queda de juros. Fiquei muito decepcionado: tenho um contrato a juros de 1,70% mensais e, para quitar o saldo devedor de R$ 2,6 mil, me ofereceram juros mensais de 1,69%, além de adesão a um programa Bom para Todos, que me custaria R$ 38 por mês, a título de tarifa de manutenção de conta. Os juros anunciados, de 0,98% ao mês, só para quem pode pagar em seis parcelas. Imaginem como estou me sentindo".

Eli Campos Perez, de Catalão (GO), volta à cena para dizer que "certamente eu irei presenciar a Rio+40 e os meus sobrinhos-netos, a Rio+60. A continuar tudo como está, com EUA, China e Rússia nem aí para a poluição, meus sobrinhos-bisnetos não chegarão a ver a Rio+80. É o calendário maia atrasado, mas tornando-se real. Só espero que dê tempo de o meu Corinthians ganhar ao menos uma Libertadores".

Marcio Toniolo, empresário em Rio Grande (PR), envia sua definição sobre crise: "Crise nada mais é do que o mercado tomando de volta o que lhe foi tirado à força".

(05/06/2012)